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O chá-verde (Camellia sinensis) apresenta efeito neuroprotetor na patogênese da retinopatia diabética? estudo in vitro em cultura de células de Müller de ratos dos possíveis mecanismos moleculares neuroprotetores da Camellia sinensis . pol

Processo: 11/19672-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Jacqueline Mendonça Lopes de Faria
Beneficiário:Willian Gonçalves Tsumura
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/11514-7 - O chá-verde (Camellia sinensis) apresenta efeito neuroprotetor na patogênese da retinopatia diabética? Estudo in vitro em cultura de células de Muller de ratos dos possíveis mecanismos moleculares neuroprotetores da Camellia sinensis, AP.R
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Neuroproteção   Polifenóis   Glutamatos   Oftalmologia   Retinopatia diabética

Resumo

A retinopatia diabética (RD) é considerada a primeira causa de cegueira em pessoas de idade produtiva nos Estados Unidos da América. A RD é considerada uma doença neurodegenerativa primária acompanhada por extensas alterações vasculares. Alterações funcionais da retina podem ser identificadas antes do aparecimento do primeiro microaneurisma, sugerindo que o efeito primário da hiperglicemia é nas células neurais e gliais com alterações secundárias nas estruturas vasculares. As células gliais (em especial a célula de Muller) têm um papel central na regulação da homeostasia na retina incluindo manutenção da barreira hemato-retiniana e dos níveis baixos de neurotransmissores na fenda sináptica. O principal neurotransmissor excitatório na retina é o glutamato, aminoácido tóxico quando em altas concentrações causando neurodegeneração. Assim, os mecanismos para remover o glutamato do espaço extracelular eficientes são necessários para a manutenção de uma retina saudável. Estudos em modelos experimentais de diabetes demonstraram que existe disfunção do metabolismo do glutamato na retina o que resulta em acúmulo de glutamato precocemente na patogênese da RD. O acúmulo de glutamato pode acelerar a morte de células vasculares e não-vasculares o que pode estar associado na patogênese da DR. O chá verde (Camellia sinensis) é um alimento funcional. Estudos epidemiológicos demonstraram estar ligado à redução da morbidade e mortalidade cardiovasculares. A maioria dos efeitos benéficos do chá verde é atribuída aos seus flavonóides, conhecidos como catequinas. Estes polifenóis são responsáveis por até 40% do peso seco do chá verde, e por este fato o extrato purificado tem despertado muito interesse como um possível agente terapêutico. Evidências têm sugerido ações neuroprotetoras das catequinas relacionadas não somente com a doação radical H- mas também pela modulação das vias das caspases resultando em proteção de neurônios a apoptose. Em cultura primária de neurônios, o tratamento com epicatequina estimulou a forforilacão do fator de transcrição CREB, ERK e Akt com aumento da expressão gênica no receptor GluR2. Estes dados revelam o potencial da epicatequina de modular a neurotransmissão, plasticidade e sinaptogenesis. Este mecanismo pode em parte explicar os efeitos benéficos vasculares observados entre os consumidores do chá verde. Na área da oftalmologia e visão existem poucos dados na literatura. Este presente projeto visa estudar em modelo in vitro os mecanismos de ação neuroprotetores do chá-verde nos seus compostos ativos (epigalocatequina galato) nas células gliais da retina em meio com alta concentração de glicose e no futuro propor nova alternativa terapêutica para o tratamento da retinopatia diabética.

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