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Imunomodulação in vitro das células tronco mesênquimais em cães da raça Golden Retriever sadios e afetados pela distrofia muscular.

Processo: 11/13030-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Ambrósio
Beneficiário:Dilayla Kelly de Abreu
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/51222-2 - Interação de terapia celular e gênica para a correção da distrofia muscular de Duchenne utilizando endonucleases quiméricas, AP.JP
Assunto(s):Células-tronco   Imunomodulação   Inflamação

Resumo

A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma alteração neuromuscular hereditária e progressiva que afeta humanos do sexo masculino. É de caráter recessivo ligado ao cromossomo X, sendo causada pela ausência ou disfunção da distrofina, proteína encontrada numa variedade de tecidos, principalmente nas musculaturas esqueléticas e cardíacas, nervos e regiões específicas do sistema nervoso. O modelo canino Golden Retriever Muscular Dystrophy (GRMD) é o animal mais similar a DMD, sendo considerado modelo experimental para estudos de novas propostas terapêuticas e melhor entendimento da fisiopatogênica da doença. Por ser geneticamente homóloga, compartilha seu quadro de miopatia severa e desenvolvimento clínico letal. O processo progressivo da distrofia está relacionado com alterações nas populações celulares que compõe o sistema imune dos pacientes, pois devido a ausência de distrofina na membrana sarcoplasmática, o músculo fica mais susceptível á lesões, sendo que na sua ocorrência, há liberação de citocinas, que estimulam as células hepáticas a secretarem as proteínas de fase aguda e a promoverem uma co-estimulação de linfócitos T. A utilização de células tronco vem se tornando um método alternativo para o tratamento de diferentes doenças crônicas, são células indiferenciadas capazes de se diferenciar e gerar progenitores maduros, bem como células efetoras completamente diferenciadas. As células tronco mesênquimais (MSCs) primárias residem na medula óssea e outros tecidos, sendo capazes de auto renovação para a diferenciação de multilinhagens. MSCs derivadas de diferentes tecidos expressam desenvolvimento de marcadores de tecidos mesênquimais, endoteliais e hematopoiéticos, mas também produzem moléculas envolvidas na regulação do sistema imune, tais como antígenos, MHC classe I e uma variedade de citocinas, podendo assim, regular a resposta imune. A facilidade de isolamento, da expansão in vivo das MSC, combinadas com suas propriedades imunomoduladoras e sua segurança em uma grande variedade de ensaios clínicos, fazem com que essas células se tornem promissoras na utilização da terapia celular. Entretanto, pouco se conhece sobre a resposta imunológica de cães acometidos pela distrofia frente à terapia celular. O estudo proposto foi elaborado com a finalidade de trazer subsídios para viabilização de experimentos de terapia celular e tratamento dessa doença por meio do conhecimento sobre a imunomodulação das respostas imune durante o tratamento in vitro com células tronco mesênquimais, contribuindo para uma possível aplicação terapêutica em humanos.

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SOUZA, CAROLINA C. Immunophenotyping lymphocyte and acute phase proteins in canine X-linked muscular dystrophy. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 90, n. 3, p. 2977-2990, JUL-SEP 2018. Citações Web of Science: 1.
DILAYLA K. DE ABREU; JANAINA M. MONTEIRO; CAROLINA C. SOUZA; RAFAEL G. KARAM; RENATA A. FERNANDES; THAIS B. LESSA; JOSÉ J. FAGLIARI; MARIA ANGELICA MIGLINO; CARLOS EDUARDO AMBROSIO. Immunophenotyping lymphocyte and acute phase proteins in canine X-linked muscular dystrophy. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 90, n. 3, p. -, Set. 2018.

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