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Heterogeneidade genética no tumor de reto - identificação de subpopulações tumorais resistentes ao tratamento neoadjuvante com rádio e quimioterapia

Processo: 11/20149-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Rodrigo Oliva Perez
Beneficiário:Rodrigo Oliva Perez
Instituição-sede: Laboratório de Biologia Molecular e Genômica. Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51130-6 - Heterogeneidade genética no tumor de reto: identificação de subpopulações tumorais resistentes ao tratamento neoadjuvante com radio e quimioterapia, AP.JP
Assunto(s):Neoplasias retais

Resumo

Um dos benefícios do tratamento neoadjuvante com radio e quimioterapia (QRT) para o câncer do reto inclui a ocorrência de regressão do tumor ("downstaging"), fenômeno que pode resultar na erradicação completa do tumor (resposta completa). Contudo, o fenômeno de resposta patológica completa parece ser tempo-dependente já que estudos têm indicado que intervalos maiores (8-12 semanas comparado ao período de 6 semanas frequentemente utilizado) entre o término da QRT e o tratamento cirúrgico estariam associados a maiores taxas desta ocorrência. Em estudo realizado com o uso de PET/CT, constatou-se que 50% dos tumores apresentavam regressão continuada da atividade metabólica entre 6 e 12 semanas do término da QRT enquanto que os outros 50% apresentavam recuperação da atividade metabólica. Estes dados sugerem que o intervalo superior a 6 semanas poderia ser prejudicial a cerca de 50% dos pacientes portadores de câncer do reto em função do risco de progressão da doença a partir deste intervalo. Alem disso, sugere a possibilidade de que tal recuperação metabólica do tumor primário pudesse corresponder a subpopulações celulares do tumor resistentes ao tratamento neoadjuvante ainda em número reduzido no início do tratamento em função de heterogeneidade tumoral significativa. O tratamento neoadjuvante poderia determinar assim a morte celular de subpopulações sensíveis à QRT deixando apenas os clones resistentes resultando assim uma recuperação da atividade metabólica do tumor somente detectável depois de algumas semanas em função do pequeno número de células no tumor original em função de possivel expansão clonal deste subgrupo específico de células. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo identificar subpopulações celulares determinadas por mutações genéticas específicas e em quantidades muito reduzidas no tumor primário que apresentam expansão clonal significativa e proporcional nos tumores que respondem de maneira incompleta ao tratamento neoadjuvante com QRT. Para isto serão comparadas através de técnica de sequenciamento, qualitativamente e quantitativamente mutações genéticas específicas entre amostra tumoral original (antes do tratamento neoadjuvante) e depois da QRT em pacientes com resposta incompleta de maneira a comprovar a expansão clonal de subpopulações celulares específicas e resistentes ao tratamento neoadjuvante.