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Implicações de políticas monetária, cambial e de abertura financeira para a integração financeira regional: Argentina, Brasil e México, 1990-2010

Processo: 11/17286-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 06 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 05 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Maria Antonieta Del Tedesco Lins
Beneficiário:Maria Antonieta Del Tedesco Lins
Anfitrião: Eric Hershberg
Instituição-sede: Instituto de Relações Internacionais (IRI). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : American University (AU), Estados Unidos  
Assunto(s):Política monetária   Política cambial   Integração econômica   América Latina

Resumo

A cooperação em matéria de política econômica entre os membros de um bloco de integração regional, até mesmo a cooperação monetária, têm sido temas importantes no debate entre formuladores de políticas em muitos países emergentes, como uma alternativa possível para fortalecer suas economias internas e protegê-los de contágio financeiro externo, além de objetivos de fortalecer ligações nos arranjos regionais. No entanto, uma prévia integração do mercado financeiro regional é muitas vezes considerada como um pré-requisito para projetos mais ambiciosos de cooperação na política econômica multilateral. Ao mesmo tempo, operações do setor privado - relacionadas com o comércio, o investimento direto estrangeiro ou diversas formas de transferências monetárias entre os países - podem promover uma integração financeira real, independentemente da existência formal - ou da falta dela - de acordos intergovernamentais. Este estudo procura avaliar em que medida as três maiores economias da América Latina tornaram-se financeiramente mais integradas a seus respectivos blocos regionais - NAFTA para o México e o MERCOSUL para o Brasil e Argentina - e, em seguida, procura comparar as três experiências e verificar o espaço ocupado pelos três países no mercado global. O projeto de pesquisa tem dois objetivos. Primeiro, ele investiga opções de política econômica ao longo do tempo nos três países, considerando em que medida as escolhas políticas nacionais (especificamente as escolhas das políticas monetária, cambial e políticas de liberalização de capital), tenderam a estimular ou minar a integração financeira regional e global. Segundo, procura-se definir e mensurar a "integração financeira regional" e "integração financeira global" nos três países ao longo das últimas duas décadas. Estudos preliminares sugerem algumas conclusões possíveis. Durante a década de 1990, os três países implementaram uma mescla semelhante de políticas orientadas ao mercado (market oriented policies). No entanto, as suas experiências foram dramaticamente diferentes. Devido à assimetria de capacidades econômicas no interior do NAFTA, os formuladores de política mexicanos têm tido restrita margem de manobra: apesar de considerável ambivalência política acerca deste resultado, a integração do México no mercado financeiro regional tem se aprofundado, apesar de sua integração financeira global continuar limitada. Argentina e Brasil tiveram ambos presidentes de esquerda na década de 2000 e políticas financeiras muito semelhantes. Mas os resultados para cada um dos países são muito distintos - o Brasil vem tendo uma lenta mas constante integração financeira global, ao passo que a Argentina parece ter aprofundado sua integração financeira regional e perdido espaço nos mercados globais desde a crise de 2002 - e parecem não poder ser explicados por uma diferença de objetivos nacionais de política financeira, mas sim por diferenças na seus respectivos processos de formulação de políticas, bem como por diferenças nas políticas públicas não-financeiras dos dois países. (AU)