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Estudo da potencialidade do fluconazol incorporado em microemulsões para tratamento da leishmaniose muco-cutânea

Processo: 11/10595-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 30 de abril de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Marlus Chorilli
Beneficiário:Marcela Brito Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Fluconazol   Nanotecnologia farmacêutica

Resumo

A leishmaniose muco-cutânea é causada pela picada da fêmea dos insetos flebotomíneos. As lesões podem evoluir de pápulas para úlceras, que apresentam fundo granuloso e bordas infiltradas, as quais são indolores, podendo ser únicas ou múltiplas. Também podem manifestar-se como placas verrucosas, papulosas, nodulares, localizadas ou difusas. Trata-se de uma doença negligenciada e o investimento em seu tratamento é desprezível. Até hoje, são empregados no tratamento medicamentos a base de antimonial pentavalente, além de outros fármacos como pentamidina, anfotericina B, alopurinol, azitromicina, antifúngicos, imidazoquinolina, paromomicina e miltosine. Muitos destes fármacos são tóxicos e apresentam-se na forma de soluções injetáveis, que devem ser aplicadas até o desaparecimento das lesões cutâneas. Antifúngicos bis-triazólicos, como o fluconazol (FLU), têm sido utilizados no tratamento de algumas espécies de Leishmania, pois inibem a síntese de esteróides específicos e indispensáveis para o crescimento e viabilidade celular do parasita. A incorporação de fármacos em sistemas nanoestruturados, como as microemulsões, é extremamente interessante como forma de promover a liberação controlada de substâncias ativas no local da lesão, além de proteger o princípio ativo de degradação térmica ou fotodegradação. Este trabalho tem como objetivos desenvolver e caracterizar microemulsões contendo FLU, realizar análises de estabilidade físico-química, avaliar a liberação in vitro das formulações obtidas e realizar ensaios biológicos in vitro. A caracterização estrutural será realizada por meio de análises de microscopia de luz polarizada, espalhamento de raios-X a baixo ângulo (SAXS), análise do tamanho das gotículas, comportamento reológico e avaliação da bioadesão. Para o estudo de estabilidade serão empregados ensaios de avaliação visual e determinação do pH. Serão realizados ensaios de liberação in vitro empregando membrana de acetato de celulose e a quantificação do antifúngico liberada das MEs será realizada através da metodologia validada por cromatografia liquida de alta eficiência. Quanto aos ensaios biológicos in vitro, serão realizados ensaios colorimétricos das amostras visando verificar se o sistema desenvolvido permite a potencialização do poder leishimanicida do FLU contra as formas promastigotas da Leishmania amazonensis.