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Determinação da emissão de metano na Bacia Amazônica

Processo: 11/17914-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências
Pesquisador responsável:Luciana Vanni Gatti
Beneficiário:Luana Santamaria Basso
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Metano   Química atmosférica   Mudança climática   Amazônia

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo determinar o fluxo de Metano (CH4) na Bacia Amazônica, utilizando perfis verticais com aviões de pequeno porte, por meio do Método de Integração de Coluna, e faz parte de três grandes projetos: um projeto Temático, Carbon Tracker, custeado pela FAPESP (08/58120-3); o projeto AMAZONICA, financiado pela NERC; e o projeto GEOCARBON com início marcado para setembro de 2011, com financiamento europeu no programa FP7 da Comunidade Européia. Estes projetos financiam estudos de perfis verticais em quatro locais distribuídos na Bacia Amazônica Brasileira, formando um grande retângulo, de maneira a representar toda a Bacia. As concentrações encontradas nos perfis verticais refletem a resultante de todos os processos que ocorrem desde a costa brasileira até o local de coleta. Os quatro locais onde são realizados os perfis verticais na Bacia Amazônica são: Santarém (SAN - 2,86ºS; 54,95ºO), no estado do Pará, sobre a Floresta Nacional do Tapajós; em Tabatinga (TAB - 5,96ºS, 70,06ºO), no estado do Amazonas; em Rio Branco (RBA - 9,38ºS, 67,62ºO), no estado do Acre; e em Alta Floresta (ALF - 8,80ºS, 56,75ºO), no estado do Mato Grosso, com medidas de CH4 entre as altitudes de 300m a 4420m, entre os anos de 2010 a 2013. As amostras são realizadas quinzenalmente e analisadas no Laboratório de Química Atmosférica do IPEN. Para determinar o fluxo de CH4, será utilizado o Método de Integração de Coluna, onde as concentrações de entrada no continente são subtraídas das concentrações de CH4 obtidas em cada local de amostragem, para determinar a real contribuição no fluxo de CH4 da Bacia Amazônica. Para o cálculo destas concentrações de entrada no continente serão utilizadas frações de ar que chegam aos locais estudados utilizando concentrações do gás SF6. Estas concentrações serão relacionadas com as de duas estações de monitoramento global da NOAA, a Ilha de Ascension e Barbados. Serão simuladas trajetórias retrocedentes através do modelo HYSPLIT para cada perfil, a cada 500m de altitude para determinar o tempo que as massas de ar que chegam a cada local de estudo levaram para percorrer o trajeto entre a costa brasileira e cada local onde são realizados os perfis verticais de avião. Por meio destas trajetórias serão definidas as áreas de representatividade de cada local de estudo. Será calculada também, a emissão de CH4 proveniente da queima de biomassa utilizando o Monóxido de Carbono (CO) como traçador de queimada, a partir da relação CO/CH4 para a Floresta Amazônica, e será possível também determinar a emissão biogênica de CH4. A partir da análise dos resultados de fluxo de CH4 obtidos em cada um dos quatro locais de estudo será determinada a emissão de CH4 da Bacia Amazônica Brasileira, observando a variação dos fluxos obtidos para cada região da Bacia, correspondente a área de representatividade de cada local de estudo, assim como a sazonalidade dos fluxos durante os anos e a cada ano. Considerando as trajetórias das massas de ar, que definirá a área de representatividade de cada local de estudo, será possível indicar as fontes de CH4 presentes nestas regiões para interpretação do fluxo observado nos locais estudados.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
Determinação da emissão de metano da bacia amazônica. 2014. Dissertação de Mestrado - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP São Paulo.

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