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O capitalismo contemporâneo: a instabilidade do sistema financeiro global, perspectivas do crescimento nacional e gestão macroeconômica a partir do novo-desenvolvimentismo

Processo: 11/13881-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Crescimento, Flutuações e Planejamento Econômico
Pesquisador responsável:Luiz Carlos Bresser Gonçalves Pereira
Beneficiário:José Jobson Do Nascimento Arruda
Instituição-sede: Escola de Economia de São Paulo (EESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mercado financeiro   Crescimento econômico

Resumo

A pesquisa visa contribuir para uma estratégia de desenvolvimento dos países de renda média, particularmente o Brasil, a partir de um novo paradigma teórico que promova o catching up nacional. Para a realização desse exercício retomo a gênese da configuração do sistema financeiro internacional e as crises do capitalismo neoliberal, já abordadas em minha tese de doutoramento; até atingir a crise econômica de 2008, denominada por alguns autores "A Grande Recessão". Para tanto, será necessária uma formulação teórica que agregue tantas vertentes quanto necessárias à compreensão deste evento. São particularmente privilegiadas nesse conjunto as concepções analíticas marxista e keynesiana, sobretudo alguns expoentes do pensamento pós-keynesiano. A partir do contexto da crise pretendo discutir as possibilidades do sistema capitalista atual e as nossas especificidades nesse momento singular de grande convergência. O capitalismo dos últimos quarenta anos passou por um processo de extrema financeirização que referenda o potencial auto-destrutivo do sistema. Nesse sentido, analisar-se-ão as particularidades brasileiras no tocante à crise, seus desdobramentos e grau de integração ao sistema financeiro mundial, tanto prospectivo quanto perspectivamente. Pretende-se, assim, discutir alternativas para que o crescimento nas economias capitalistas de renda média sejam potencialmente menos tóxicas no longo prazo ao sobrepor-se aos ciclos capitalistas. Como desdobramento - e, talvez, fim último desta proposta de pesquisa -, refletirei sobre os impactos e possibilidades da gestão macroeconômica nacional em referido contexto; também a gestão de portifólios em ambiente de mercados altamente inconsistentes, que passam a demandar novas formas de aproximação e instrumental analítico.