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Pequenos mamíferos não voadores (Mammalia: Didelphimorphia e Rodentia) do alto Rio Madeira

Processo: 11/19463-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Alexandre Reis Percequillo
Beneficiário:Vanessa Lucena de Salles
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/16009-1 - Sistemática, evolução e diversificação da subfamília Sigmodontinae na América do Sul: a tribo Oryzomyini, AP.JP
Assunto(s):Rio Madeira   Pequenos mamíferos   Mastozoologia

Resumo

A floresta Amazônica é reconhecida como a maior floresta tropical existente, apresentando uma área total de 4.871.000 km2. Tendo em vista a grande diversidade de fitofisionomias amazônicas, a região apresenta atualmente 311 espécies de mamíferos descritos, sendo destas 22 espécies de marsupiais e 72 espécies de roedores. Uma das hipóteses mais antigas para explicar a grande diversidade amazônica é a teoria proposta por Wallace (1852), na qual se argumenta que os grandes rios da Amazônia formam barreiras ao fluxo gênico, promovendo assim a especiação. Porém devido ao elevado desmatamento na região amazônica, tanto pelo avanço da pecuária quanto por projetos desenvolvimentistas, os mesmos níveis de risco à diversidade que ocorrem na Mata Atlântica também são aplicados a essa região. O estado de Rondônia já tem uma perda de 39,72% da área florestada, de acordo com dados do projeto PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Com a construção das usinas hidrelétricas Jirau e Santo Antônio no Alto Rio Madeira, a fauna e flora da região serão profundamente alteradas. Portanto, é importante que sejam realizados estudos taxonômicos, como inventários, na região antes que ela se modifique. Nesse contexto o presente projeto tem como objetivo a caracterização dos pequenos mamíferos não voadores da a região do Alto Rio Madeira, através de análises morfológicas e morfométricas e testar o grau de influência desse rio na diversidade desses mamíferos na região, isto é, se o rio Madeira atua como barreira entre as populações das duas margens, qualitativamente e quantitativamente.