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Identificação e localização da produção de radicais livres durante o processo secretório de insulina por nutrientes secretagogos: participação do complexo NADPH oxidase

Processo: 11/18993-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Beneficiário:Leticia Prates Roma
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/51893-0 - Papel da NAD(P)H oxidase nos mecanismos moleculares da fisiologia das células beta pancreáticas, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):13/22830-5 - Medidas de H2O2 in vivo: caraterização do camundongo roGFP2-ORP1, BE.EP.PD
Assunto(s):NADPH oxidase   Secreção de insulina   Estresse oxidativo   Resistência à insulina   Fisiologia endócrina

Resumo

Evidências in vivo e in vitro apontam as espécies reativas de oxigênio (EROs) como um dos fatores comuns entre resistência à insulina, menor secreção de insulina e diabetes. Ao mesmo tempo, EROs são reconhecidos como importantes sinalizadores intracelulares e estão envolvidos em processos como proliferação, apoptosis e secreção de insulina. Ácidos graxos livres possuem efeitos diretos sobre a ilhota pancreática modulando as vias de sinalização, secreção de insulina e viabilidade. Entre esses efeitos, estão a ativação da resposta ao estresse e da NADPH oxidase. O presente trabalho irá abordar a importância de EROs e NADPH oxidase na secreção de insulina estimulada por ácidos graxos e glicose, disfunção da célula beta, bem como os possíveis mecanismos e interações. Serão utilizadas linhages celulares BRIN BD11 e INS 1E , nas quais a subunidade p22 phox da NADPH oxidase será deletada por RNA de interferência e ilhotas de camundongos controle C57Bl/6 e knockout pra subunidade gp91phox (gp91 phox-/-). Nos experimentos in vitro, ilhotas pancreáticas e células beta isoladas serão cultivadas com diferentes ácidos graxos livres (por ex. Palmitato e oleato) e glicose, e infectadas com adenovírus/lentivírus decodificando sensores específicos, geneticamente modificados, que permitem a visualização de EROs em tempo real e diferentes compartimentos (mitocôndria, citoplasma, peroxissomos, retículo endoplasmático). Serão ainda analizados no modelo de obesidade ob/ob, a importância da NADPH oxidase na produção de EROs e disfunção da célula beta pancreática. O melhor entendimento da função do complexo da NADPH oxidase e ações dos ácidos graxos livres na geração de EROs, secreção de insulina e sinalização intracelular, bem como o envolvimento em modelos de resistência à insulina será importante para elucidar os mecanismos de ação de EROs na sinalização intracelular e estresse oxidativo, um dos fatores responsáveis pela instalação do Diabetes Melitus tipo 2.