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Padrões privados de sustentabilidade na cadeia produtiva de carne bovina na Amazônia Brasileira e cerrado

Processo: 11/18964-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economias Agrária e dos Recursos Naturais
Pesquisador responsável:Ricardo Abramovay
Beneficiário:Isabel Garcia Drigo
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mudança climática   Prevenção e mitigação   Gases do efeito estufa   Bovinocultura   Pecuária de corte   Amazônia   Cerrado

Resumo

No Segundo Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o Ministério da Ciência e Tecnologia registra que, até 2005, as mudanças no uso da terra e das florestas continuavam sendo a maior fonte de emissões de dióxido de carbono, respondendo por 77% do total de emissões (1.258.626 Gg CO2) (MCT, 2010). As alterações no bioma Amazônia (desmatamento para implantação de pastagens ou cultivos agrícolas) contribuíram com 51,5% das emissões de dióxido de carbono (842.967 Gg CO2). Por outro lado, a pecuária continua crescendo. O Censo Agropecuário do IBGE (2006) reporta uma área de pastagem entre 50 e 60 milhões de hectares na Amazônia. O rebanho bovino no Brasil alcança 205 milhões de cabeças de gado. Em um contexto de mudanças climáticas e diante da tendência de retomada do desmatamento em determinadas regiões da Amazônia e do Cerrado, o debate em torno da adoção de boas práticas na atividade pecuária surge com força. A definição dos sistemas de regras e de controle (verificação ou certificação) das boas práticas é resultado de um processo de construção social. O exame destes novos parâmetros como expressão dos interesses e da força dos diferentes participantes nessas iniciativas é uma das mais férteis linhas de pesquisa. A presente proposta de pesquisa guia-se, essencialmente, por duas abordagens teóricas e metodológicas. Uma delas é a perspectiva da análise político-cultural dos mercados, desenvolvida no âmbito da Nova Sociologia Econômica. De forma complementar, a pesquisa se pauta por elementos de reflexão trazidos da Nova Teoria Institucional. Desta forma, o trabalho busca entender quais as motivações das firmas na cadeia produtiva da carne bovina, localizadas em determinadas regiões da Amazônia brasileira e do Cerrado, para se engajar na construção de padrões e buscar uma certificação por um dos sistemas que se apresenta (AU)