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Avaliação do potencial de desnitrificação de solos cultivados com cana-de-açúcar no estado de São Paulo

Processo: 11/08313-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2011
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Janaina Braga Do Carmo
Beneficiário:Helio Danilo Quevedo
Instituição-sede: Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Campus de Sorocaba. Sorocaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/55989-9 - Emissões de óxido nitroso (N2O), dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) a partir de solos cultivados com cana-de-açúcar no estado de São Paulo, Brasil, AP.BIOEN.JP
Assunto(s):Cana-de-açúcar   Desnitrificação   Gases do efeito estufa   Nitrogênio

Resumo

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar com cerca de 475 milhões de toneladas produzidas na safra 2006/2007, numa área de 7,0 milhões de hectares. Grande parte da área plantada, 3,4 milhões de hectares, está localizada no Estado de São Paulo, onde a cana-de-açúcar é o principal produto agrícola, com participação de 27% no valor da produção estadual. As perspectivas atuais são de grande crescimento no setor, levando-se em conta, dentre outros fatores, o interesse de diversos países em utilizar o etanol como combustível. Uma das preocupações levantadas sobre o etanol são as supostas emissões dos gases do efeito estufa (GEE: óxido nitroso, N2O; dióxido de carbono, CO2; e metano, CH4), principalmente as emissões de N2O vindo das aplicações de fertilizantes nitrogenados. Até o presente, existe uma estimativa feita por Macedo et al. (2008) concluindo que as emissões de GEE não ligadas diretamente ao consumo de combustíveis fósseis, ou seja, emissões do solo, atingem mais de 50% das emissões totais de GEE. Por outro lado, medidas de campo consistentes sobre emissões de GEE em canaviais no Brasil são desconhecidas. Existe apenas um trabalho, publicado na forma de tese por Campos (2003), mostrando que a emissão de nitrogênio na forma de N2O (N-N2O), nas condições de seu estudo foi equivalentente a cerca de 1% do fertilizante nitrogenado aplicado. Portanto, urge que medidas de campo adicionais sejam feitas a fim de estimar emissões de GEE em solos cultivados com cana de açúcar. Partindo desse pressuposto, a proposta desta projeto é quantificar as emissões de GEE (N2O, CH4 e CO2) a partir de um latossolo vermelho distrófico de cultivo da cana-de-açúcar. A coleta se estenderá durante o período de dois anos para contemplar o ciclo reprodutivo da cana. Será utilizada a metodologia de coleta através de câmaras estáticas e as análises das amostras de gases (N2O e CH4) através de cromatografia gasosa. Dados de CO2 serão coletados com auxílio de um analisador de gás por raio infravermelho (IRGA-LI-COR). Outros parâmetros como características do solo (umidade, pH, matéria orgânica, P-resina, K, Ca, Mg, H+Al, e os cálculos de SB, T e V%) e do clima (temperatura, precipitação) também serão contemplados. Caso as baixas emissões constatadas até o momento se repitam, será uma constatação importante sobre a ausência de um problema ambiental e climático a ser enfrentado pelo setor sucro-alcooleiro. Caso as emissões de GEE sejam elevadas, este estudo terá condições de contribuir para a criação de medidas mitigadoras, visando a diminuição dessas emissões.