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Administração de melatonina durante a maturação sexual: influência na histofisiologia da próstata adulta e papel protetor contra os danos causados pelo diabetes experimental

Processo: 11/19467-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2011
Vigência (Término): 12 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:Marina Guimarães Gobbo
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/07266-9 - Os efeitos da melatonina nas células prostáticas cancerígenas dependentes e independentes de andrógenos em condições hiperglicêmicas, BE.EP.DR
Assunto(s):Morte celular   Reprodução   Diabetes mellitus experimental   Proliferação celular

Resumo

O diabetes mellitus acarreta drástica atrofia prostática bem como comprometimento de sua capacidade secretora. Esse prejuízo está associado ao desequilíbrio na cinética epitelial, remodelação da matriz extracelular e a mudanças morfofuncionais nas células estromais da próstata, causados, em grande parte, pela queda androgênica característica desta desordem metabólica. Entretanto, não se pode negligenciar os efeitos da hiperglicemia o conseqüente estresse oxidativo na glândula. A melatonina vem sendo amplamente utilizada no tratamento de doenças tais como o diabetes e o câncer, pois além de regular as variações hormonais internas de acordo com o fotoperíodo, exibe propriedade antioxidantes. Distúrbios na síntese de melatonina estariam associados à gênese do diabetes e o seu papel anti-tumoral no câncer de próstata tem sido relacionado à ação anti-mitogênica. Este estudo visa examinar se o tratamento de ratos com a melatonina desde o período pré-púbere até a idade adulta afeta a maturação e histologia da próstata na idade adulta, interfere nos níveis de proliferação e morte celular e na sensibilidade androgênica. Também será examinado o papel protetor da melatonina na histofisiologia prostática frente ao diabetes experimental em curto (uma semana) e médio termo (oito semanas). Os animais serão pesados e distribuídos aleatoriamente em oito grupos: ratos controle 1 (C1); ratos controle tratados com melatonina 1 (M1); ratos diabéticos de curto prazo (D1) e ratos diabéticos tratados com melatonina de curto prazo (DM1); ratos controle 2 (C2); ratos controle tratados com melatonina 2 (M2); ratos diabéticos de médio prazo (D2); ratos diabéticos tratados com melatonina de médio prazo (DM2).A melatonina será administrada na água de beber (0,4ug/ml/dia) a partir da 5ª semana de idade até o fim do experimento. Para ambos os experimentos, o diabetes será induzido na 12a semana de idade pela injeção de estreptozotocina (40mg/Kg de peso corporal, ip) e o sacríficio dos ratos ocorrerá com 13 (experimento 1) e 19 (experimento 2) semanas de idade. A próstata ventral será removida e pesada, sendo que os lobos serão processados para microscopia de luz e congelados para análises bioquímicas. Serão analisadas por imunocitoquímica, seguida de quantificação, a expressão de receptores de andrógeno (AR), do antígeno nuclear de proliferação (PCNA), de receptores de melatonina (MT1 e MT2) e a presença de células apoptóticas será avaliada pelo método de TUNEL. A análise de expressão protéica de AR, PCNA, MT1 e MT2 na glândula será efetuada por Western blotting. Os níveis séricos de esteróides (estrógenos e testosterona) e melatonina serão determinados respectivamente por quimioluminescencia e HPLC. Para os grupos do experimento de médio prazo (C2, M2, D2 e DM2) serão avaliados tanto no sangue quanto na próstata os níveis de atividade das enzimas antioxidantes superóxido desmutase, catalase, glutationa peroxidase e glutationa transferase e os níveis de peroxidação lipídica, através de ensaios específicos e leituras em espectrofotômetro. Serão avaliadas comparativamente entre os diferentes grupos experimentais a incidência e multiplicidade de lesões teciduais pré-malignas e malignas. A presente investigação certamente ampliará a compreensão dos mecanismos de ação da melatonina na próstata. Também trará informações experimentais sobre os efeitos de tratamentos prolongados com esse hormônio anti-oxidante para a histofisiologia prostática e seu possível papel protetor contra o diabetes.

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GOBBO, MARINA GUIMARAES; TAMARINDO, GUILHERME HENRIQUE; RIBEIRO, DANIELE LISBOA; PEGORIN DE CAMPOS, SILVANA GISELE; TABOGA, SEBASTIAO ROBERTO; GOES, REJANE MAIRA. Pathological lesions and global DNA methylation in rat prostate under streptozotocin-induced diabetes and melatonin supplementation. Cell Biology International, v. 42, n. 4, p. 470-487, APR 2018. Citações Web of Science: 0.
DA COSTA, C. F. P.; GOBBO, M. G.; TABOGA, S. R.; PINTO-FOCHI, M. E.; GOES, R. M. Melatonin intake since weaning ameliorates steroidogenic function and sperm motility of streptozotocin-induced diabetic rats. ANDROLOGY, v. 4, n. 3, p. 526-541, MAY 2016. Citações Web of Science: 6.
GOBBO, MARINA G.; DIZEYI, NISHTMAN; ABRAHAMSSON, PER-ANDERS; BERTILSSON, PER-ANDERS; MASITELI, VIVIANE SANCHES; PYTLOWANCIV, ELOISA ZANIN; TABOGA, SEBASTIAO R.; GOES, REJANE M. Influence of Melatonin on the Proliferative and Apoptotic Responses of the Prostate under Normal and Hyperglycemic Conditions. JOURNAL OF DIABETES RESEARCH, 2015. Citações Web of Science: 11.
GOBBO, MARINA G.; PEREIRA COSTA, CAROLINA F.; HUMBERTO SILVA, DANILO G.; DE ALMEIDA, EDUARDO A.; GOES, REJANE M. Effect of Melatonin Intake on Oxidative Stress Biomarkers in Male Reproductive Organs of Rats under Experimental Diabetes. OXIDATIVE MEDICINE AND CELLULAR LONGEVITY, 2015. Citações Web of Science: 15.

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