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Interação Cotesia flavipes (Cameron)(Hymenoptera, Branconidae) Diatraea saccharalis (Fabr.) (Lepidoptera, Crambidae)

Processo: 11/51655-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Fernando Luis Cônsoli
Beneficiário:Daniel Russ Solis
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Controle biológico

Resumo

Muitos dos representantes de Hymenoptera são parasitóides de outros insetos, utilizando o hospedeiro como um reservatório de alimento, cujos nutrientes podem ser manipulados de acordo com sua necessidade. As modificações de natureza fisiológica e bioquímica que o parasitóide gera durante o seu desenvolvimento no seu hospedeiro podem ser induzidas por ferramentas de regulação associadas ou derivadas do próprio parasitóide, como venenos, vírus simbiontes e teratócitos. As modificações induzidas no hospedeiro podem: i) inibir a muda, ii) ocasionar a degeneração das glândulas protorácicas, iii) inibir a resposta imunológica humoral e celular, iv) levar à castração e/ou v) regular o padrão de transcrição gênica do hospedeiro. Neste contexto, existe um escasso conhecimento a respeito do sistema de regulação do hospedeiro Diatraea saccharalis pelo endoparasitóide Cotesia flavipes. D. saccharalis é considerada como uma das principais pragas em canaviais, contando com C. flavipes como o método de manejo mais viável. Este inimigo natural é produzido em criações massais, as quais requerem a produção em larga escala do hospedeiro, D. saccharalis. Assim, dada a importância desse inimigo natural para o controle desta praga em cana-de-açúcar, o presente estudo analisará a interação D. saccharalis - C. flavipes com o intuito de produzir informações que permitam: i) aumentar os conhecimentos sobre as exigências nutricionais e do desenvolvimento de C. flavipes; ii) identificar alguns dos processos fisiológicos regulados durante o parasitismo, bem como caracterizar o mecanismo molecular envolvido e a(s) molécula(s) efetoras participantes. Acreditamos que os resultados produzidos permitam: i) o aperfeiçoamento das técnicas de criação desse inimigo natural e ii) a descoberta de novos sítios-alvo de regulação e de moléculas reguladoras de processos de desenvolvimento e crescimento em insetos, úteis ao desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos voltado ao manejo de D. saccharalis. (AU)