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O projeto neurofilosófico de eliminação da mente: implicações para a psicologia

Processo: 11/19244-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia
Pesquisador responsável:Jonas Gonçalves Coelho
Beneficiário:Luiz Augusto Rosa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Consciência (percepção)   Cérebro   Mente

Resumo

Como é sabido, o surgimento da Psicologia como uma ciência é inseparável da ideia cartesiana segundo a qual os aspectos psicológicos e materiais dos seres humanos, embora inseparáveis, são essencialmente distintos. Essa distinção teria propiciado a constituição de uma nova ciência dedicada à compreensão da mente em seus aspectos normais e patológicos, já que a ciência voltada para estudar e tratar do corpo já existia desde os gregos. Essa posição originária da Psicologia em relação à constituição dualista do homem foi objeto de muitas críticas, inclusive no âmbito dessa mesma ciência, onde encontramos um conjunto de abordagens em confronto em relação à natureza de seu objeto de estudo, à metodologia apropriada para estudá-lo, à etiologia de algumas patologias e o modo de tratá-las. Não bastasse essa divergência, a Psicologia ainda compete com outras áreas do conhecimento, em especial a Neurociência, a qual propõe modelos explicativos para um conjunto de doenças chamadas de doenças mentais e, principalmente formas de tratamento, cujo sucesso prometido a médio e longo prazo supostamente implicariam no limite a eliminação da mente e, consequentemente a própria Psicologia. Entendendo que essa abordagem mais radical é um contraponto teórico estratégico para a Psicologia, e que ela tem um representante importante no âmbito da Filosofia da Mente contemporânea, o Materialismo Eliminativo, nessa presente pesquisa estudaremos as justificativas e fundamentos dessa abordagem filosófica frente a outras abordagens também contemporâneas da Filosofia da Mente, para, a partir daí refletir sobre as implicações para a ciência psicológica contemporânea. Em outras palavras, pretendemos a partir do debate contemporâneo a respeito da natureza da mente e de sua relação com o corpo na Filosofia da Mente, tomando como fio condutor a abordagem mais contrária aos pressupostos filosóficos originários da Psicologia, ou seja, o Materialismo Eliminativo, refletir sobre a natureza de seu objeto e das doenças até o momento chamadas de doenças mentais. (AU)