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Avaliação morfológica e ultraestrutural dos esferóides celulares em modelo 3D da doença hepática gordurosa não alcoólica in vitro

Processo: 11/18461-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Bruno Cogliati
Beneficiário:Marina Frota de Albuquerque Landi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade   Hepatopatia gordurosa não alcoólica   Células estreladas do fígado   Fibrogênese hepática   Hepatócitos   Cultura celular em 3D

Resumo

A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) esta intimamente relacionada com a obesidade e pode ser definida pelo acúmulo excessivo de lipídeos nos hepatócitos, podendo evoluir de esteatose para esteatohepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Atualmente, a esteatohepatite não alcoólica é a terceira maior causa de indicação ao transplante hepático, sendo necessário, portanto, o desenvolvimento de novas drogas e terapias mais efetivas. Modelos in vitro podem simular alguns aspectos fisiopatogênicos da DHGNA, reduzindo os custos e o uso de animais de experimentação nos testes pré-clínicos, assim como acelerando o processo de desenvolvimento de novas moléculas. No entanto, o modelo tradicional de cultivo celular em monocamada apresenta algumas limitações fisiológicas, as quais podem ser superadas pelo modelo tridimensional proposto neste projeto. O cultivo 3D de agregados multicelulares em esferóides tem como objetivo mimetizar o microambiente encontrado no fígado, permitindo ainda a interação de células e seus subprodutos em modelos de cocultivo. Assim, este trabalho visa estabelecer e validar um modelo inédito de cultivo celular 3D da DHGNA, o qual será obtido pelo cocultivo de linhagens de hepatócitos C3A/HepG2, induzidos à esteatose pela incubação com ácidos graxos livres não esterificados, com células estreladas LX-2 humanas. O modelo de cocultivo 3D será obtido pelo cultivo celular em placas que permitem baixa aderência, favorecendo assim, a formação de esferóides multicelulares. Após o cultivo dos esferóides durante 24, 48 e 72 horas, serão analisadas a citotoxicidade e a dosagem de triglicérides intracelular. Posteriormente, os esferóides serão processados histologicamente para análise histoquímica e quantificação da fibrose e dos vacúolos lipídicos. O padrão morfológico da distribuição celular nos esferóides será avaliado por imunofluorescência e quantificação das células estreladas ativadas e hepatócitos. Este modelo in vitro permitirá o rápido avanço nos testes de novas drogas, além de melhor compreender os mecanismos presentes na transição entre a doença hepática gordurosa e a esteatohepatite, auxiliando no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. (AU)