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Estudo de Lasiodiplodia theobromae como fitopatógeno em Khaya ivorensis e busca de metabólitos secundários para o controle do fungo

Processo: 11/19148-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva
Beneficiário:Leonardo Toffano
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57859-5 - Controle biorracional de insetos pragas, AP.TEM
Assunto(s):Produtos naturais   Agronomia   Meliaceae

Resumo

O mogno brasileiro (Swietenia macrophylla King) vem sendo substituído pelos mognos africanos Khaya ivorensis, K. senegalensis, K. nyasica e K. antotheca, devido à sua suscetibilidade a Hypsiphyla grandella, a principal praga de madeira nobre no Brasil. Estas espécies africanas apresentam grande resistência à H. grandella, quando introduzidas na América Latina tropical. Porém, após sua introdução no Brasil, o mogno africano vem sendo encontrado com doenças ocasionadas por fungos. Estudos moleculares desenvolvidos pelo Grupo de Produtos Naturais da UFSCar levaram a identificar dois isolados de K. ivorensis como Botryosphaeria rhodina e seu anamorfo Lasiodiplodia theobromae. Os dados genéticos foram depositados no "GenBank" (ITS-1, ITS-2; GenBank EU276018). Em estudos realizados em abril de 2009 o fungo B. rhodina oriundo da planta K. ivorensis, desenvolvidos em meio BDA, foi inoculado nas mesmas plantas sadias. Foram feitas três inoculações em cada planta. Após 7 meses (novembro de 2009) de experimento supunha-se que os primeiros sinais da doença tinham sido encontrados. Porém, em agosto de 2010 em visita a estação experimental, foi verificado que os sinais não se evoluíram, ou seja, não houve a reprodução dos sintomas, sendo possível verificar apenas as lesões (cortes) causadas pelas ferramentas de inoculação. Portanto, as etapas dos postulados de Koch não foram concluídas. Infelizmente o aluno de doutorado não fez um bom levantamento da literatura sobre informações de qual anamórfo do fungo isolado seria o responsável pela doença cancro em outras plantas já estudadas. Ele teve mais facilidade para crescer em larga escala B. rhodina no laboratório, e concluindo erroneamente ser este o anamórfo fitopatogênico. A literatura mostra que o fungo L. theobromae é o agente causador de várias doenças na agricultura brasileira, entre elas o cancro. Infelizmente esta também mostrou a ausência de agrotóxicos registrados no Brasil para controlar este fungo. Portanto, urge estudos químicos e biológicos de L. theobromae, os quais poderão fornecer possíveis estratégias para o controle do Cancro do Mogno, o qual já se alastrou por várias regiões do Brasil, como Bahia e Estado de São Paulo. Em estudo realizado no Laboratório de Produtos Naturais da UFSCar, K. ivorensis apresentando sintomas de cancros e sadias foram coletadas no mesmo dia e trabalhadas simultaneamente. Este estudo levou ao isolamento dos mesmos compostos em ambas as plantas. A diferença marcante entre elas foi a presença do limonóide angolensato de metila como traços no caule da planta sadia e em grande quantidade naquela que apresentava lesões. Assim, o objetivo deste projeto é realizar estudos químicos e biológicos envolvendo micromoléculas nas interações hospedeiro-L. theobromae, visando estabelecer estratégias de controle do Cancro do Mogno. Para isto as seguintes etapas serão desenvolvidas: - Aplicar os Postulados de Koch na interação entre Lasiodiplodia theobromae e Khaya ivorensis; - Desenvolver e aplicar metodologias para se avaliar o efeito de angolensato de metila sobre o desenvolvimento de L. theobromae; - Avaliar o efeito de compostos isolados pelo grupo de Produtos Naturais da UFSCar na inibição do desenvolvimento "in vitro" de L. theobromae; e - Identificação e caracterização dos fungos isolados em plantas de K. ivorensis via análise de DNA.