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Influência do treinamento físico resistido prévio na via de sinalização da mTOR renal e muscular em ratos com diabetes experimental

Processo: 11/20109-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Nestor Schor
Beneficiário:Kleiton Augusto dos Santos Silva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/03142-8 - Mecanismos e mediadores que estão associados com condições catabólicas no prejuízo funcional da célula satélite: papel dos glicocorticóides, BE.EP.DR
Assunto(s):Nefrologia   Músculo esquelético   Serina-treonina quinases TOR   Rim   Sistema musculoesquelético

Resumo

INTRODUÇÃO: A molécula mammalian target of rapamycin (mTOR) é responsável pelo crescimento e proliferação celular. O Diabetes Mellitus (DM) pode causar hipertrofia glomerular e atrofia muscular apesar de ocorrer inibição desta via no tecido muscular e ativação no tecido renal, fato que estimulou a realização deste trabalho. Por outro lado, treinamento físico resistido também conhecido como treinamento de força ou musculação, aparece como alternativa não-medicamentosa associada ao tratamento de doenças crônico-degenerativas como o DM, desempenhando um papel importante na promoção da saúde dos portadores desta doença, porém, pouco se sabe sobre a intervenção prévia desta modalidade de treinamento e qual seria sua relação com a via mTOR. OBJETIVO: Avaliar como o treinamento físico resistido prévio modularia a via de sinalização da mTOR renal e do músculo esquelético em ratos com DM experimental.MATERIAL E MÉTODO: Serão utilizados ratos Wistar com peso corporal entre 150 - 180g, com comida e água à vontade. Os animais serão divididos em 5 grupos: controle (C), diabético (D), diabético treinado (DT), controle treinado (CT) e diabético treinado prévio (DTP). O treinamento físico resistido consistirá na realização de escaladas por parte dos animais em um aparelho especialmente desenvolvido para tal finalidade. Os animais realizarão até 8 escaladas, com um intervalo de repouso de 1 minuto entre as escaladas, suportando uma carga de trabalho por escalada que será entre 50 a 80 % do teste de capacidade máxima realizado a cada 2 semanas e será adaptado a cada animal com a progressão do treinamento. Todos os animais serão acompanhados durante 13 semanas, sendo que a duração do treinamento será de 8 semanas para os grupos CT, DT e DTP. Para o grupo DTP, realizaremos 4 semanas adicionais de treinamento prévio ao estabelecimento do DM mimetizando a ocorrência desta doença em um animal "treinado" (fisicamente ativo). Assim, todos os animais serão acompanhados por 13 semanas, para a sistematização do protocolo. A função renal será avaliada pela coleta sangue e de urina de 24 h, onde realizaremos análises da creatinina, uréia, Na+, K+, bem como da proteinúria. O tecido renal e do músculo esquelético (EDL - Extensor Digitoruim Longos, plantar e sóleo) serão coletados para análise da expressão gênica e protéica. Avaliaremos através de RT-PCR e Western blot, p-Akt, p-mTOR,p70S6K e 4E-BP1. Essas moléculas participam da via responsável pelo crescimento celular e são importantes na sinalização de hipertrofia glomerular e muscular. Além disso, analisaremos o nível de atrofia muscular promovida pelo DM como as expressões da Atrogin-1, da MuRF1. Sabe-se que Atrogin-1 e MuRF1 são ligases E3 geralmente expressas no sistema ubiquitina-proteasoma.