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GERAÇÃO DE OXIGÊNIO SINGLETE 1Dg PELA OXIDAÇÃO DE FORMILHIDRAZINA, UMA TOXINA DE COGUMELOS

Processo: 11/20791-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Etelvino José Henriques Bechara
Beneficiário:Camila Usan Elvino
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Espécies de oxigênio reativas   Superóxidos   Peroxinitrito

Resumo

O oxigênio molecular excitado ao estado singlete (O21Dg) é uma das espécies reativas de oxigênio (EROS) mais oxidantes, reconhecidamente envolvido em danos celulares e possivelmente implicado em transdução de sinais. Daí o interesse em se desvelar suas fontes celulares, alvos moleculares e respostas biológicas. Este projeto objetiva investigar a produção de oxigênio singlete pela oxidação aeróbica de formilhidrazina e seu derivado ±N-metilado, uma toxina de cogumelos, notadamente Gyromitra,por oxidantes endógenos - radical superóxido de KO2 e produzido por xantina/xantina; H2O2/peroxidase; microssomas de fígado de rato) - e inorgânicos (ferricianeto e permanganato). Em analogia ao sistema glioxal/peroxinitrito (Massari et al., submetido), esperamos que a oxidação da formilhidrazina gere inicialmente formildiazeno, que em seguida pode formar N2 e radical formila. Este radical deve adicionar O2 dissolvido, formando radical formilperoxila, o qual pode sofrer dismutação do tipo Russell produzindo (O21Dg), CO2 e formiato. Pretende-se estudar a cinética das reações de formilhidrazina com oxidantes, através de espectrofotometria UV-Vis, a produção de radicais formila por EPR-MNP, a formação de formiato através de eletroforese capilar, a geração de O21Dg em 1270 nm com um photocounter e sua captação química com um derivado antracênico/HPLC. Com esta pesquisa, esperamos contribuir para elucidação das bases moleculares da toxidade de cogumelos Gyromitra esculenta, cuja ingestão tem sido associada a vômitos, diarréias, icterícia, convulsões e coma, bem como hepatite, câncer e distúrbios neurológicos.