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Sinalização intracelular e função dos receptores de estrógeno no epidídimo de rato

Processo: 11/14535-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Catarina Segreti Porto
Beneficiário:Fernanda Nogueira Cavalcanti
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/56564-1 - Receptores estrogênicos: expressão, regulação, sinalização e função no sistema reprodutor masculino, mama e cérebro, AP.TEM
Assunto(s):Reprodução   Peptídeos e proteínas de sinalização intracelular   Epididimo

Resumo

As funções atribuídas ao epidídimo são: maturação, proteção, estocagem e transporte de espermatozóides. Embora o epidídimo seja um tecido andrógeno dependente, outros fatores como o estrógeno pode ter um papel na sua função. Recente estudo do nosso laboratório mostrou que a expressão do receptor estrogênico ESR1, RNA mensageiro e proteína, é maior no corpo do que no segmento inicial/cabeça e cauda do epidídimo de rato, sugerindo que mecanismos envolvidos na regulação do ESR1 no epidídimo são região específica. ESR2 também foi detectado ao longo do epidídimo, mas sua expressão não foi alterada nas diferentes regiões. ESR1 e ESR2 possuem uma ação rápida via ativação de EGFR/ERK1/2 em tecidos do sistema reprodutor masculino, como em células testiculares. No entanto, o receptor de estrógeno acoplado à proteína G (GPER) não pode ser excluído deste processo. De fato, nosso laboratório detectou a presença do GPER em células testiculares, nos dúctulos eferentes e no epidídimo. No epidídimo de ratos adultos a presença do RNA mensageiro para o GPER foi detectada nas três regiões, com maior expressão no corpo quando comparada a outras regiões do epidídimo. Esses estudos apontam para um provável papel dos estrógenos na modulação de diferentes funções do epidídimo dependendo da região do órgão. Embora os espermatozóides sejam altamente diferenciados quando deixam o testículo, eles são funcionalmente imaturos e imóveis. Durante a passagem pelo epidídimo, os espermatozóides são submetidos a intensas modificações bioquímicas, num processo denominado maturação. Uma das características mais interessantes da relação entre epidídimo e a maturação do espermatozóide é a de inúmeras proteínas serem especificamente sintetizadas e/ou secretadas em determinadas regiões do epidídimo. Algumas destas proteínas são reguladas por andrógenos e/ou por fatores testiculares. No epidídimo de camundongo as desintegrinas e metaloproteases (ADAMs) 7 e 28 são expressas dependente da região do epidídimo e a ADAM 7 é regulada por ambos, enquanto a ADAM 28 somente por fatores testiculares. A ADAM 7 é transferida da vesícula epididimal (epididimosoma) para a superfície do espermatozóide e é redistribuida para a cabeça do espermatozóide durante a reação acrosômica. O estrógeno é um importante regulador do sistema reprodutor masculino; contudo não há estudos sobre as vias de sinalização da ativação dos receptores estrogênicos no epidídimo e os seus envolvimentos na regulação de proteínas epididimárias, como por exemplo, a ADAM 7 e 28. Assim, os objetivos deste estudo são: 1. analisar os efeitos in vitro do 17b-estradiol, do PTT agonista do ESR1 e do G-1 agonista do GPER sobre as vias de sinalização ERK1/2 e AKT no segmento inicial/cabeça, corpo e cauda do epidídimo; 2. analisar os efeitos in vitro do 17b-estradiol, do PTT e do G-1 na expressão das proteínas ADAM 7 e 28 e o envolvimento das vias de sinalização ERK1/2, AKT e EGFR na expressão desta proteína nas três regiões do epidídimo. A caracterização de processos que regulam a sintese e secreção de proteínas pelo epidídimo é de fundamental importância para entender os mecanismos de aquisição e/ou manutenção da fertilidade masculina.