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Estudo teórico e experimental de parede esbeltas de alvenaria estrutural

Processo: 11/14813-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Civil - Estruturas
Pesquisador responsável:Guilherme Aris Parsekian
Beneficiário:Guilherme Martins Lopes
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Alvenaria estrutural   Projeto   Resistência à compressão   Dimensionamento

Resumo

A resistência a compressão é propriedade determinante no uso da alvenaria como estrutura, uma vez que as grandes maiorias dos elementos estruturais nesse tipo de sistema construtivo são submetidos preponderadamente ao esforço de compressão.Um dos fatores a ser levado em conta no dimensionamento de elementos comprimidos é a esbeltez desse elemento. Até hoje no Brasil utiliza-se o conceito de esbeltez simplificado, onde o comprimento de flambagem é determinado por uma altura efetiva (hef) e o raio de giração é substituído por um parâmetro chamado espessura efetiva (tef) para calculo de fator minorador de resistência. Esse fator tem sua origem em normas e códigos de construção internacionais bastante antigos, remontando a épocas em que esses códigos tratavam o dimensionamento pelo Método das Tensões Admissíveis, tendo sido perdida e, portanto, sendo desconhecida a efetiva explicação da sua dedução. Com as diversas atualizações de normas internacionais em alvenaria estrutural e com a consequente adoção do Método dos Estados Limites para dimensionamento, esse fator foi abolido. Na normalização brasileira, mesmo com a adoção do Método dos Estados Limites, esse fator continua vigente, o que gera uma contradição.Estudos sobre o efeito da redução da resistência devida à esbeltez mostram que existem grandes diferenças nos resultados quando se compara o método simplificado na NBR com os de outras normas internacionais. Essas diferenças provavelmente não induzem a perda de segurança nas estruturas nacionais porque o índice de esbeltez tem sido limitado a valores baixos, em especial no caso de alvenaria não-armada. Dentro desse contexto, O objetivo deste trabalho é realizar estudo teórico e experimental que permita uma evolução na consideração da esbeltez em paredes de alvenaria estrutural, eliminando a consideração simplista e aproximada hoje existente na normalização brasileira, para um procedimento analítico. Um grande ganho técnico pode advir da adoção de critério de dimensionamento a compressão mais preciso:oA normalização brasileira poderá efetivamente ser baseada em um procedimento de Estado Limite Último com determinação precisa dos critérios de dimensionamento e com padrão comparável ao de normas internacionais;oPoderão ser apuradas as reduções de resistência com base em programa experimental consistente, realizado com materiais brasileiros e em atendimento à prática usual de construção adotada no Brasil;oSerá possível realizar dimensionamento de paredes com índice de esbeltez superiores aos limites atuais, casos comuns em várias construções, incluindo edificações comerciais e industriais térreas de pé-direito usual elevado (depósitos, supermercados, shopping centers, ginásios de esportes, entre outros), casas populares térreas com bloco de pequena espessura e muitas vezes sem travamento superior, edificações residenciais com pé-direito duplo;oA utilização de tabela simplificada para determinação de espessura efetiva de paredes com enrijecedores (fonte de vários erros de projeto nas últimas duas décadas) torna-se desnecessária;oPermitir dimensionamento de elementos sujeitos a ação perpendicular ao seu plano sujeitos também a esforço normal de compressão;oAperfeiçoar o dimensionamento de paredes protendidas esbeltas.