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O sentido olfatório e manifestações neuropsiquiátricas no lúpus eritematoso sistêmico

Processo: 11/15422-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Simone Appenzeller
Beneficiário:Fernando Augusto Peres
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/02917-0 - Determinação de marcadores séricos e do líquor associados a alterações estruturais e funcionais do sistema nervoso central no lúpus eritematoso sistêmico, AP.JP
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico   Reumatologia

Resumo

Resumo:Anticorpos encontrados em maior concentração em pacientes com doenças auto-imunes podem levar ao desencadeamento de depressão e diminuição do sentido olfatório, esses anticorpos penetram células do hipocampo e amígdala levando a apoptose celular.Pretendemos avaliar a função olfativa realizada com canetas odorizadas (Sniffin'Sticks kit (Burghart Medizintechnik, Wedel, Germany), analisar as possiveis lesões cerebrais por ressonância magnética e dosar os anticorpos anti-p pela técnica de ELISAIntrodução do projeto:O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença do tecido conectivo de etiologia desconhecida e caracterizado por períodos de remissão e exacerbação, com participação intensa do sistema imunológico. As manifestações clínicas no LES são diversas e variam de sintomas constitucionais ao comprometimento multiorgânico severo. Manifestações neuropsiquiátricas ocorrem em 12-95% dos pacientes, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados e estão associadas a uma elevada morbi-mortalidade. As apresentações clínicas são variadas e incluem, entre outras, crises epilépticas, acidentes vasculares cerebrais (AVC), depressão e psicose. Sintomas como cefaléia e distúrbios cognitivos também são achados freqüentes na prática clínica. Os sintomas podem apresentar-se isoladamente ou em conjunto, ocorrendo em episódios únicos durante a fase de exacerbação da doença, associados ou não a outros sinais de atividade do LES. Os principais problemas diagnósticos consistem na distinção entre as alterações neurológicas causadas pelo LES, com anormalidades imunológicas, tendo papel preponderante eventos secundários, como complicações da hipertensão arterial sistêmica (HAS), distúrbios metabólicos, distúrbios de coagulação, infecção severa, corticoterapia e aterosclerose. A avaliação das manifestações neuropsiquiátricas no LES envolve uma série de testes neurofisiológicos , técnicas laboratoriais e de neuroimagem, sendo a ressonância magnética (RM) considerada padrão ouro para esta avaliação. Como demonstrado nos últimos anos, paciente com LES apresentam alterações estruturais, assim como funcionais, detectáveis através de técnicas de RM. Assim, foram desenvolvidas técnicas para determinar e diagnosticar a prevalência de atrofia cerebral, além de avaliar a substância branca, em especial do corpo caloso, e de algumas estruturas de substância cinzenta, como os hipocampos. Nos últimos anos tem crescido as evidências da inter-relação entre o sistema imunológico e o sistema nervoso central (SNC), em especial o sistema olfativo. Em modelos animais foi demonstrado que a injeção intracerebral do anticorpo anti-P desencadeia um comportamento depressivo e a diminuição da olfação. O exame histológico do cérebro destes camundongos revelou que o anti-P penetrou nas células neuronais do sistema límbico, incluindo células da amígdala e hipocampo, induzindo a apoptose celular. Em abelhas cujo sistema imunológico foi parcialmente inibido, foi observada uma diminuição da associação de odor com a recompensa de açúcar, concluindo-se que efeitos sobre a resposta imune podem afetar o olfato e posteriormente a formação da memória . A bulbectomia olfativa bilateral em camundongos resultou em inúmeras alterações imunológicas, incluindo a redução da fagocitose por neutrófilos, mitogênese de linfócitos, aumento da adesividade de leucócitos, da fagocitose de monócitos, de proteínas da fase aguda positivas, dentre outras. Embora raramente relatadas pelos pacientes com doenças auto-imunes, o olfato é freqüentemente prejudicado e pode ser correlacionado com a gravidade do comprometimento neurológico. No LES, observou-se que a disfunção olfatória estava associada à depressão, ao declínio cognitivo e a atividade da doença. Em estudos clínicos envolvendo outras doenças como, doença de Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e esquizofrenia foi demonstrado que a habilidade de identificar odores envolve as estruturas do lobo temporal medial.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PERES, Fernando Augusto. O sentido olfatório e manifestações neuropsiquiátricas no lúpus eritematoso sistêmico. 2014. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas.

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