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Investigação de neuroestruturas envolvidas nos déficits de inibição pré pulso e de interação social em um modelo animal de esquizofrenia - a linhagem SHR

Processo: 11/15539-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Vanessa Costhek Abílio
Beneficiário:Mayra Akimi Suiama
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia   Modelos animais

Resumo

A esquizofrenia é a mais grave das doenças mentais e o sistema dopaminérgico mesocorticolímbico está classicamente associado à sua fisiopatologia e aos efeitos terapêuticos dos antipsicóticos. Embora seja uma patologia complexa, o uso de bons modelos animais pode trazer importantes contribuições tanto para o entendimento da fisiopatologia deste transtorno quanto para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de estratégias terapêuticas.Recentemente sugerimos que a linhagem de ratos SHR possa ser utilizada como um bom modelo para o estudo da esquizofrenia. Nesse sentido, verificamos que o déficit na tarefa de medo condicionado ao contexto apresentado pela linhagem (sugerido por nós como modelo para o estudo de prejuízos no processamento emocional de informações - Calzavara et al., 2009; 2011a) é atenuado pelo aumento da atividade neuronal (promovido pela administração de veratridina, por aumentar a atividade de canais de sódio voltagem-dependentes - Singewald et al., 2000) ou por injeção de agonista de receptores D1 no córtex pré-frontal. Da mesma forma, esse déficit também é atenuado pela diminuição da atividade neuronal (promovida pela administração de tetrodotoxina, por bloquear canais de sódio voltagem-dependentes -Lorenzini et al., 1995) ou pro injeção de antagonista de receptores D2 no núcleo accumbens. Esses dados estão de acordo com a hipofuncionalidade do córtex pré-frontal via receptores D1 e aumento da transmissão dopaminérgica no núcleo accumbens via receptores D2 associados à fisiopatologia da esquizofrenia. No presente projeto, pretendemos estender a caracterização da participação de neuroestruturas (núcleo accumbens e córtex pré-frontal) quanto a sua atividade neuronal e da transmissão dopaminérgica para duas outras alterações comportamentais observadas na linhagem: o déficit de PPI (modelo para o estudo do mau funcionamento do filtro sensório-motor na esquizofrenia) e o déficit de interação social (modelo para o estudo dos sintomas negativos da esquizofrenia).