Busca avançada
Ano de início
Entree

Termocronologia de baixa temperatura em estruturas de impacto brasileiras

Processo: 11/22864-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Alvaro Penteado Crósta
Beneficiário:Mariana Velcic Maziviero
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Termocronologia   Traços de fissão

Resumo

Atualmente são reconhecidas cerca de 180 estruturas formadas por impacto de meteoritos na superfície terrestre. A importância de conhecer a idade de formação destas estruturas corresponde (i) à correlação das causas e efeitos dos eventos de impacto na biosfera e geosfera; (ii) ao conhecimento da densidade de impactos no decorrer do tempo geológico e a potencial periodicidade destes eventos; (iii) à calibração cronoestratigráfica e; (iv) à calibração da idade dos depósitos sedimentares no interior da estrutura de impacto. Os principais métodos isotópicos utilizados para obtenção de tais idades são U-Pb e Ar-Ar aplicados em materiais fundidos formados em decorrência de impacto. Entretanto, a ausência destes materiais, devido atuação de processos erosivos, por exemplo, impossibilita a aplicação de métodos geocronológicos convencionais. Assim, a partir da aplicação de métodos termocronológicos de baixa temperatura, como traços de fissão e (U-Th)/He em apatitas e zircões, pode-se obter a idade do impacto e realizar a reconstrução de histórias termais pós-impacto. Neste trabalho, propõem-se aplicar tais métodos termocronológicos nas estruturas de impacto de Araguainha (MT), Serra da Cangalha (TO), Riachão (MA) e Vargeão (SC), uma vez que estas estruturas estão situadas sobre diferentes rochas alvo, apresentam diâmetros entre 4 e 40 km e variados graus de erosão.