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Capturas acidentais de pequenos cetáceos na costa Sudeste-Sul do Brasil

Processo: 12/00199-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Convênio/Acordo: Vale-FAPEMIG-FAPESPA
Pesquisador responsável:Marcos César de Oliveira Santos
Beneficiário:Pedro Abib Cristales
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Empresa:Universidade de São Paulo (USP). Instituto Oceanográfico (IO)
Vinculado ao auxílio:10/51323-6 - Capturas acidentais de pequenos cetáceos em atividades pesqueiras no litoral sul paulista: buscando subsídios para formulações de política de conservação, AP.PITE
Assunto(s):Cetacea   Cananéia (SP)   Pesca sustentável

Resumo

Há algumas décadas, o molestamento intencional de cetáceos foi proibido em vários países, mas a interação acidental com artefatos de pesca continua representando ameaça. Em um estudo que teve por base a utilização de um banco de dados coletado em 10 anos de monitoramento de tais interações nos Estados Unidos, foi estimado que cerca de 3.500 mamíferos marinhos morrem anualmente. Extrapolando-se os dados globalmente, os valores chegaram a cerca de 300 mil mortes anuais, o que se tornou uma prioridade no que tangem os aspectos de conservação desses animais. Uma revisão recente indica que as duas espécies de cetáceos mais afetadas pelo impacto das atividades pesqueiras no Brasil são a toninha (Pontoporia blainvillei) e o boto-cinza (Sotalia guianensis). A partir de 2011, medidas mitigatórias em relação aos efeitos do uso de redes de emalhe utilizadas pela frota sediada no porto de Cananéia (25oS), litoral sul do Estado de São Paulo, foram adotadas pelos armadores de pesca em comum acordo com o comitê gestor da APA Marinha Sul. Após uma experiência positiva de monitoramento da mencionada frota pesqueira em 35 meses entre 2004 e 2007, um total de 157 eventos de capturas de cetáceos foi reportado. Naquela instância, a maior parte dos exemplares capturados passou a ser utilizada em estudos de história natural envolvendo ao menos três espécies ainda pouco conhecidas localmente: a toninha, Pontoporia blainvillei, inserida na categoria de "vulnerável à extinção" pela IUCN, o boto-cinza, Sotalia guianensis, e o golfinho-pintado-do-Atlântico, Stenella frontalis, ambos inseridos na categoria "dados deficientes" da IUCN. Considerando a experiência adquirida, a recomendação dos próprios armadores da pesca, o estabelecimento da APA Marinha ao longo do litoral paulista no ano de 2008, e as necessidades em se investir em políticas públicas de pesquisa e de conservação da biodiversidade nesta área, o objetivo da proposta encaminhada é de monitorar as capturas acidentais de pequenos cetáceos em atividades pesqueiras operadas pela frota que utiliza redes de emalhe e que atua a partir do município de Cananéia, litoral sul do Estado de São Paulo, entre os anos de 2011 e 2012. Os resultados obtidos em dois anos de monitoramento da frota pesqueira mencionada, assim como através do monitoramento de praias, serão importantes para avaliar os efeitos das medidas mitigatórias tomadas por agentes do governo e armadores de pesca, para refinar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha, para municiar o banco de dados utilizado para a gestão da APA Marinha do Estado de São Paulo, assim como o programa Biota-Marinho FAPESP recém criado, e para contribuir com a conservação da biodiversidade marinha na costa brasileira. Esta proposta segue recomendações estabelecidas no ano de 2010 no plano de ação para conservação de mamíferos marinhos na costa brasileira. (AU)