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Métodos estatísticos aplicados à questão da caracterização de indústrias líticas paleoíndias: estudos de caso no Sudeste e Sul do Brasil

Processo: 10/06453-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Astolfo Gomes de Mello Araujo
Beneficiário:Maria Mercedes Martinez Okumura
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Estatística

Resumo

A Tradição Umbu, distribuída na porção sul e sudeste do Brasil, caracteriza-se pela presença de pontas bifaciais e apresenta datas desde 12.700 anos Antes do Presente até o período histórico. Essa tradição coloca um problema especial aos arqueólogos por conta de duas características básicas: sua ampla distribuição geográfica e, acima de tudo, cronológica. Este projeto tem como objetivo contribuir para a caracterização da variabilidade morfológica existente nas pontas bifaciais do sul e sudeste brasileiro e países vizinhos através de abordagens quantitativas inéditas no país, incluindo estatística aplicada a dados categorizados e a dados métricos, além da aplicação de morfometria geométrica. Resultados preliminares mostram que os grupos de São Paulo manufaturavam pontas distintas daquelas dos grupos mais meridionais (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Isso sugere, portanto, uma identidade regional compartilhada exclusivamente por alguns grupos paulistas (ao menos no que diz respeito às pontas bifaciais). É bastante possível que a chamada Tradição Umbu seja mais restrita, tanto em termos cronológicos quanto em termos regionais, do que se propõe atualmente. Também é sabido que existem pontas bifaciais pré-históricas em Minas Gerais e no Mato Grosso, assim como no Uruguai e na Argentina, porém, a relação entre esses materiais, especialmente os mais setentrionais, com as pontas comumente chamadas de Umbu não é conhecida. Nosso projeto visa oferecer parâmetros para a definição de tendências espaciais e cronológicas baseadas em variações formais nas pontas, contribuindo para a melhor definição da Tradição Umbu e para a discussão das possíveis rotas de expansão e áreas de fronteira cultural de grupos caçadores-coletores no Brasil.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Pontas de pedra lascada levantam questões sobre a pré-história brasileira 
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa:
Pontas de um passado remoto 
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