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Dispersão de Colletotrichum acutatum e c. gloeosporioides, agentes causais da podridão floral dos citros: seriam insetos agentes de disseminação a longa distância?

Processo: 11/20472-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Maria Candida de Godoy Gasparoto
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/54176-4 - Epidemiologia molecular e manejo da podridão floral dos citros em áreas de expansão da cultura no estado de São Paulo, AP.TEM
Assunto(s):Citrus   Fitopatologia

Resumo

A podridão floral dos citros, causada pelos fungos Colletotrichum acutatum e C. gloeosporioides, tornou-se um problema fitossanitário importante no Estado de São Paulo desde que ocorreu a migração da citricultura paulista das tradicionais regiões norte e central para novas áreas ao sudoeste (Neves et al., 2007). Esta recente importância da doença no Estado deve-se à elevada frequência de chuvas encontrada na nova área produtora, condição que no período de florescimento das plantas cítricas favorece a infecção das flores pelo fungo. Neste contexto, o projeto temático "Epidemiologia molecular e manejo da podridão floral dos citros em áreas de expansão da cultura no Estado de São Paulo" (Processo FAPESP 2008/54176-4), no qual este trabalho será inserido, vem acrescentando relevantes resultados para o patossistema em questão. Resultados obtidos em trabalhos realizados em talhões localizados na região sudoeste do Estado mostram que, em condições favoráveis, a distribuição espacial da doença no campo é aleatória e que epidemias da doença apresentam taxas muito elevadas (Silva Jr., 2011). As epidemias apresentaram taxas comparáveis às de epidemias de requeima da batata, uma das mais destrutivas doenças conhecidas (Madden et al., 2007; Vanderplank, 1963). Este inesperado comportamento da doença no campo dá indícios de que o patógeno pode estar sendo disperso por outra via, uma vez que somente respingos de chuva não poderiam explicar epidemias tão velozes e severas da doença. Neste contexto, levantou-se a hipótese da disseminação do patógeno por abelhas (Apis mellifera), uma vez que as mesmas são frequentemente encontradas em pomares cítricos durante o florescimento (Malerbo-Souza et al., 2003; Gamito & Malerbo-Souza, 2006) e podem transportar o patógeno aderido a partes do seu corpo, ou até mesmo infectando grãos de pólen (Marques & Appezzato-da-Glória, dados não publicados) transportados da antera de uma planta infectada para uma planta sadia e, em todos estes casos, favorecendo a epidemia da doença. Assim, os objetivos deste trabalho são: (i) caracterizar o papel de insetos polinizadores (abelhas) na disseminação de C. acutatum e C. gloeosporioides entre plantas cítricas em ambiente controlado, (ii) caracterizar o papel de grãos de pólen infectados veiculados por insetos na dispersão de C. acutatum e C. gloeosporioides entre plantas cítricas em ambiente controlado e (iii) caracterizar o papel de insetos polinizadores (abelhas) na disseminação de C. acutatum e C. gloeosporioides em pomar cítrico.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GASPAROTO, M. C. G.; LOURENCO, S. A.; TANAKA, F. A. O.; SPOSITO, M. B.; MARCHINI, L. C.; SILVA JUNIOR, G. J.; AMORIM, L. Honeybees can spread Colletotrichum acutatum and C-gloeosporioides among citrus plants. PLANT PATHOLOGY, v. 66, n. 5, p. 777-782, JUN 2017. Citações Web of Science: 4.

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