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Interações proteína prion e seus ligantes STI1 e laminina: possíveis implicações na Doença de Alzheimer

Processo: 11/20853-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Vilma Regina Martins
Beneficiário:Bianca Luise Teixeira
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/14027-2 - Mecanismos associados à função da proteína prion e seu ligante STI1/Hop: abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Proteínas de choque térmico   Laminina

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é uma demência progressiva que tem como principais características a disfunção sináptica e a neurodegeneração em áreas específicas do cérebro, que levam a um quadro grave de perda de memória, inabilidade de formação de novas memórias e ao dano de outras habilidades cognitivas. Uma das principais características neuropatológicas é a formação de placas amilóides extracelulares, que contêm principalmente o peptídeo beta-amilóide (A²). Os oligômeros de Abeta (A²O) são ligantes patogênicos de sinapses, que afetam processos relacionados com a plasticidade sináptica e a formação de memória e inibem a potenciação de longa duração. Um grande número de semelhanças neuropatológicas e genéticas entre DA e doenças por prions já foram descritos na literatura. A proteína prion (PrPC) é uma glicoproteína ancorada na membrana plasmática e se liga a proteínas de matriz extracelular como vitronectina e laminina, induzindo crescimento axonal, adesão neuronal e neuritogênese. Além disso, PrPC interage com STI1 (Stress Inducible Protein 1) induzindo neuroproteção e neuritogênese e também modulando a formação de memória. Recentemente, foi descrito que PrPC é um receptor para A²O, porém, a funcionalidade e os mecanismos envolvidos nesta interação ainda não foram elucidados. Este projeto tem como principais objetivos verificar o possível efeito neuroprotetor de STI1 e de laminina contra a toxicidade mediada por A²O, e a participação de PrPC neste processo. Estes objetivos serão abordados através da análise dos níveis de proteínas sinápticas e síntese total de proteínas em culturas neuronais. Pretendemos também identificar complexos multiproteicos associados à PrPC após o tratamento com A²O, identificando proteínas ligantes comuns a ambos. Adicionalmente, o perfil comportamental de animais transgênicos, modelos de DA, tratados com STI1 e laminina será analisado. A utilização de ligantes de PrPC como STI1 e Laminina como ferramentas para interferir nos efeitos tóxicos provocados pelos A²O são importantes instrumentos no estudo da patologia da DA e como nova possibilidade terapêutica.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SOUSA DE LACERDA, TONIELLI CRISTINA; COSTA-SILVA, BRUNO; GIUDICE, FERNANDA SALGUEIREDO; SALLES DIAS, MARCOS VINICIOS; DE OLIVEIRA, GABRIELA PINTAR; TEIXEIRA, BIANCA LUISE; DOS SANTOS, TIAGO GOSS; MARTINS, VILMA REGINA. Prion protein binding to HOP modulates the migration and invasion of colorectal cancer cells. CLINICAL & EXPERIMENTAL METASTASIS, v. 33, n. 5, p. 441-451, JUN 2016. Citações Web of Science: 4.

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