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Estudo dos eventos inflamatórios induzidos pelo veneno de aranhas Loxosceles e esfingomielinases D

Processo: 11/51957-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 31 de março de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Denise Vilarinho Tambourgi
Beneficiário:Daniel Manzoni de Almeida
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Choque séptico   Sistema do complemento   Loxosceles intermedia   Inflamação

Resumo

O envenenamento por aranhas do gênero Loxosceles, presentes em regiões temperadas e tropicais das Américas, África e Europa, podem causar dermonecrose e também graves efeitos sistêmicos. Entre os efeitos sistêmicos estão incluídos hemólise e coagulação intravascular, além da possível evolução para choque e insuficiência renal aguda. O principal componente tóxico desses venenos, a Esfingomielinase D (SMase D), é uma enzima capaz de hidrolisar esfingomileina e lisofosfatidilcolina, sendo que várias isoformas dessa toxina estão presentes nesses venenos. Estudos do Laboratório de Imunoquímica mostraram que o veneno de L. intermedia e a SMase D são capazes de induzir, em camundongos, um quadro inflamatório sistêmico similar ao do choque endotóxico; no entanto, os mecanismos moleculares envolvidos nesse efeito tóxico foram ainda pouco estudados. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é estabelecer um modelo usando sangue humano total para o estudo do quadro de choque endotóxico-like desencadeado pelo veneno de L. intermedia e pela SMase D. Para tanto, serão utilizadas amostras de sangue humano que serão estimuladas com o veneno de L. intermedia e SMase D e, a seguir, avaliados parâmetros relacionados ao choque endotóxico, incluindo a produção das citocinas TNF-α, IL-1, IL-6 e IL-8; produção de óxido nítrico e espécies reativas de oxigênio; expressão de marcadores de ativação celular. Ainda, será verificada a participação do sistema do complemento na ativação dos leucócitos durante o choque endotóxico-like desencadeado pelas toxinas do veneno. Esses resultados permitirão o melhor entendimento dos mecanismos envolvidos no estabelecimento do quadro inflamatório sistêmico, similar ao do choque endotóxico, após o envenenamento por aranhas Loxosceles, além de possibilitar a análise de medidas terapêuticas alternativas para esse efeito tóxico durante o loxoscelismo. (AU)