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A construção figurativa da noite nos "Hinos à Noite" de Novalis.

Processo: 11/22999-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Márcio Scheel
Beneficiário:Natália Fernanda da Silva Trigo
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Símbolo   Poesia

Resumo

O projeto visa analisar em que medida os Hinos à Noite, do poeta alemão Novalis, podem ser considerados poemas em prosa, já que rompem com a idéia clássica de que a poesia deve ser composta em versos, e porque há o desdobramento da prosa para o verso e, por fim, buscando estabelecer como os poemas representam uma transformação singular da forma poética. Também procuraremos compreender a construção figurativa da Noite no poema e verificar de que maneira a concepção da noite condiz com os aspectos fundamentais do romantismo alemão: a fusão de várias formas (prosa e poesia, música e poesia), a nostalgia do passado, o misticismo, a melancolia noturna, o pessimismo; bem como com a teoria romântica do símbolo, revelando de que modo essa construção figurativa está presente na concepção de símbolo romântica, isto é, a relação entre significante e significado (o que algo pode significar e não o que significa de verdade), a maneira como o símbolo chama a atenção primeiro para si mesmo, estabelecendo como o poeta trabalha com o símbolo e seu sentido, que, no poema, diferentemente da comunicação, é motivado, ou seja, a escolha dos elementos simbólicos é extremamente trabalhada pelo autor no processo de construção do significado no poema. Busca-se compreender de que forma a exaltação da figura da Noite e sua carga mística rompe com os valores de poesia e racionalidade clássica (opondo-se ao rigor, ao equilíbrio, à ordem, à harmonia) associando, assim, a figura da Noite à libertação, não apenas uma libertação formal como também criativa. O poema romântico, diferentemente do clássico, valoriza a liberdade de expressão e a subjetividade individual.