| Processo: | 12/00492-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Miguel Trefaut Urbano Rodrigues |
| Beneficiário: | Pedro Murilo Sales Nunes |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/50146-6 - Filogeografia comparada, filogenia, modelagem paleoclimática e taxonomia de répteis e anfíbios neotropicais, AP.BTA.TEM |
| Assunto(s): | Filogenia Gymnophthalmidae Morfologia animal Osteologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Filogenia | Folidose | Gymnophthalmidae | Hemipênis | Morfologia | osteologia | Sistemática de répteis |
Resumo A família Gymnophthalmidae é composta por cerca de 220 espécies, alocadas em 48 gêneros de lagartos que se distribuem do sul do México à Argentina, além do Caribe e outras ilhas das Américas do Sul e Central (Pellegrino et al., 2001; Doan, 2003; Doan & Castoe, 2005; Kok, 2005; 2009; Rodrigues et al, 2005; 2009a; 2009b; 2009c; Peloso et al., 2011; Uetz et al., 2011). Por ocuparem uma grande variedade de habitats, a família apresenta uma grande diversidade de formas e características morfológicas adaptativas como o alongamento do corpo, redução ou perda dos membros anteriores, redução dos membros posteriores, perda de pálpebras, do ouvido externo e de algumas escamas da cabeça (Pellegrino et al., 2001). Atualmente a família é reconhecida como um grupo natural bem sustentado por caracteres morfológicos e moleculares (MacLean, 1974; Presch, 1980; Pellegrino et al., 2001; Castoe et al., 2004), inserida na superfamília Teiioidea (Estes et al., 1988) juntamente com a família Teiidae. Entretanto, o monofiletismo e a independência das duas famílias em relação uma a outra só ganhou consistência e foram demonstrados de forma convincente através dos trabalhos de Pellegrino et al. (2001) e Castoe et al. (2004). Essas duas hipóteses filogenéticas são as únicas que amostram de forma abrangente a diversidade da família e são exclusivamente construídas a partir de dados moleculares, baseando-se em sequências de DNA nuclear e mitocondrial (Pellegrino et al. 2001; Castoe et al., 2004).Apesar de já existirem análises sistemáticas baseadas em caracteres morfológicos combinados aos moleculares, essas estão restritas a alguns grupos da família e focam principalmente o suporte desses grupos, além de testar a posição de novos táxons em clados mais inclusivos dentro da irradiação de Gymnophthalmidae (Rodrigues et al., 2005; 2007; 2009; Peloso et al., 2011).O presente projeto tem o objetivo de elaborar uma hipótese filogenética para a família Gymnophthalmidae baseada, em um primeiro momento, exclusivamente em caracteres morfológicos (i.e. osteologia, morfologia hemipeniana e folidose). Para tanto, pretende-se amostrar a maior diversidade genérica possível para a família, utilizando-se para isso de espécies representantes de todos os gêneros atualmente reconhecidos com material biológico disponível em coleções zoológicas nacionais e internacionais. Parte do trabalho, que implica na busca de espécimes e preparação de material, assim como parte da definição de alguns caracteres já foi iniciada por esse grupo de pesquisa, uma vez que trabalhos mais específicos acerca do tema já foram publicados ou estão em preparação, no que se refere à osteologia e folidose de alguns táxons (Rodrigues et al., 2005; 2007; 2009; Peloso et al., 2011) e à morfologia hemipeniana de representantes de todos os gêneros da família (Nunes, 2011). (AU) | |
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