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A "boa-vida" do modernismo na arquitetura brasileira Negociação, mídia e domesticidade moderna nas páginas da revista Casa & Jardim (1950-1970)

Processo: 12/01267-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 30 de abril de 2013
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Francisco Sales Trajano Filho
Beneficiário:Marina Latanze Righeto
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Difusão   Meios de comunicação   Arquitetura moderna

Resumo

A pesquisa proposta parte da hipótese de que revistas como Casa & Jardim, voltadas para um público não-especializado em arquitetura, funcionaram como espaços de negociação entre a vigorosa cultura arquitetônica moderna do Brasil do pós-Segunda Guerra e as expectativas, anseios e demandas quanto ao morar moderno das camadas médias urbanas da sociedade brasileira em franca inserção no circuito do consumo de bens materiais e simbólicos, propiciada pelas políticas desenvolvimentistas em curso entre as décadas de 1950 e 1970. Diverso do caso da elite "esclarecida", nicho de origem dos primeiros clientes privados de uma arquitetura cujo desenvolvimento no Brasil comumente se associou ao Estado como principal agente propulsor, essas camadas médias, desprovidas em grande parte do capital cultural necessário à intelecção do refinamento estético e conceitual moderno, reclamaram estratégias específicas de persuasão e a instauração de práticas, discursivas, imagéticas e projetuais, voltadas à formação de seu olhar e senso estético. Estratégias e práticas que amiúde apontavam para a necessidade de flexibilização dos pressupostos modernos de projeto para tornar mais acessível a esse gosto "médio" uma arquitetura tantas vezes acusada de elitismo e hermetismo formal. Operando nesse processo, a revista Casa & Jardim exerceu junto às camadas médias uma função fundamental de mediação entre as manifestações "eruditas" e a difusão e livre interpretação de estilemas formais afinados com a arquitetura moderna brasileira das expressões "não-eruditas" e sem pedigree do "modernismo popular", encontradas até bem recentemente espalhadas em bairros residenciais consolidados e áreas de expansão das cidades brasileiras.