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A família Myrtaceae em um gradiente altitudinal na Floresta Atlântica no Sudeste do Brasil: distribuição e co-existência de espécies

Processo: 12/01299-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Carlos Alfredo Joly
Beneficiário:Leonardo Dias Meireles
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Altitude   Mata Atlântica   Ecologia de comunidades   Myrtaceae   Neutralidade

Resumo

A importância relativa de processos bióticos, abióticos e estocásticos na estruturação de comunidades continua sendo uma das questões centrais da ecologia de comunidades. A Floresta Atlântica na encosta da Serra do Mar no estado de São Paulo ocorre ao longo de um gradiente altitudinal que promove mudanças edafo-climáticas que podem atuar como importantes filtros ambientais e promover uma forte substituição florística. Entretanto pouco sabemos sobre a influência das relações filogenéticas e da similaridade funcional na co-ocorrência de espécies aparentadas nesse bioma. A família Myrtaceae destaca-se como um ótimo modelo para testar essas premissas, devido à sua elevada riqueza, densidade e dominância nas comunidades florestais atlânticas e ao fato de haver uma hipótese filogenética para seus gêneros. Objetivamos estudar a distribuição altitudinal das espécies de Myrtaceae e verificar se processos determinísticos ou estocásticos influenciam na estruturação de suas assembléias nas formações florestais amostradas pelo projeto temático BIOTA/FAPESP - Gradiente Funcional, onde os indivíduos arbóreos já foram mapeados e a maioria das espécies identificadas. As relações filogenéticas ou a similaridade funcional influenciariam na distribuição e co-ocorrência das espécies de Myrtaceae nesse gradiente? As florestas de restinga, das terras-baixas, sub-montanas e montanas selecionariam um conjunto diferenciado de espécies, promovendo uma forte substituição de espécies ao longo do gradiente altitudinal? Haveria alguma relação entre a abundância das espécies co-genéricas ao longo desse gradiente? As espécies filogeneticamente próximas ou funcionalmente similares se excluem espacialmente na escala local? Utilizaremos métodos multivariados, macro-ecológicos, de distribuição espacial e métricas filogenéticas para inferirmos inferir se as relações filogenéticas e a similaridade funcional entre as espécies de Myrtaceae influenciariam na estruturação de suas assembléias em diferentes escalas espaciais.