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O papel do BMI-1 nas vias de sinalização da recombinação homóloga do DNA no câncer de mama

Processo: 11/22849-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Alfredo Ribeiro da Silva
Beneficiário:Giórgia Gobbi da Silveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Recombinação homóloga   Neoplasias mamárias   Anatomia patológica

Resumo

A recombinação homóloga (RH) é uma via de reparo de danos à dupla fita de DNA. O BRCA-1 e BRCA-2, associados à proteína RAD51, acumulam-se nos focos de dano ao DNA após a sinalização do H2AX, que é fosforilado na forma gamma-H2AX e se acumula rapidamente nos focos de lesão, associado à via ATM/ATR, desencadeando o processo de reparo. A topoisomerase IIIbeta (TopoIII beta) remove intermediários da RH antes da segregação de cromossomos, prevenindo danos à estrutura do DNA celular. O BMI-1 é uma proteína do grupo Polycomb capaz de induzir atividade de telomerase, levando à imortalização de células epiteliais, tornando-as mais susceptíveis a danos em dupla fita. O papel dos genes envolvidos na RH em carcinomas mamários positivos para o BMI-1 ainda necessita ser investigado. Desta maneira, nosso objetivo é avaliar a relação entre BMI-1 e genes reguladores da RH. Para isto, será realizado o cultivo de células MCF-7, que expressam constitutivamente o BMI-1. A partir desta cultura, estabeleceremos dois grupos, o BMI-1 positivo e o BMI-1 silenciado através do TaqMan siRNA Assay, ambos em triplicata. Para as análises de expressão gênica e proteica, imunolocalização e análise de ultraestrutura celular serão utilizados, respectivamente, ensaios de qRT-PCR, Western Blot, imunofluorescência indireta, a fim de analisar a expressão de genes e proteínas associadas à RH (BRCA1 e 2, ATM, ATR, p53, TopoIII beta, RAD51 e H2AX) na presença e ausência de BMI-1 e microscopia eletrônica de transmissão para comparar as ultraestruturas antes e após o silenciamento do BMI-1. Para caracterização funcional de células BMI-1 positivas e negativas, serão realizados ensaios de invasão em matriz de Matrigel, ensaios de apoptose por imunofluorescência e ensaios de proliferação celular.