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Autonomia da vontade e facto da razão segundo Kant

Processo: 12/00545-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Ricardo Ribeiro Terra
Beneficiário:Marília Lopes de Figueiredo Do Espírito Santo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/23014-4 - O argumento preparatório na fundamentação III, BE.EP.PD
Assunto(s):Immanuel Kant   Autonomia

Resumo

A autonomia da vontade, tal como formulada por Kant, desempenha papel central na compreensão da moralidade sob condições humanas. Durante muito tempo, concebeu-se a obrigação moral como algo ordenado por uma instância externa, divina ou não. Kant interioriza a origem da lei moral e mostra que os homens não só podem agir moralmente, mas devem fazê-lo, na medida em que a lei moral é auto-imposta. A obrigação moral, nesse sentido, não mais se apresentará como fardo ao agente, mas representará, em última instância, o completo desenvolvimento do homem como ser racional. A explicação da concepção de autonomia é dificultada, dentre outros fatores, devido às várias formas que adquire no texto kantiano.Na Fundamentação da metafísica dos costumes, Kant pretende justificar dedutivamente a autonomia a partir da liberdade. Na Crítica da razão prática, entretanto, Kant a expõe como um facto da razão. A concepção do facto da razão levou a maioria dos comentadores a sustentar que Kant teria abandonado a idéia de dedução da autonomia por seu suposto fracasso. Na segunda Crítica, Kant mostraria que uma dedução da autonomia não é possível, nem necessária, na medida em que seria evidente por si mesma, justamente por consistir em um facto.O presente trabalho parte da hipótese de que Kant não precisaria ter admitido um fracasso da dedução na terceira seção da Fundamentação e de que a concepção do facto da razão não a substituiria. Em outra linha de interpretação, pretende-se investigar em que sentido os dois argumentos podem ser compatíveis.