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Mudanças climáticas em montanhas brasileiras: respostas funcionais de plantas nativas de campos rupestres e campos de altitude a secas extremas

Processo: 12/07271-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Rafael Silva Oliveira
Beneficiário:Caroline Signori Muller
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/17204-0 - Mudanças climáticas em montanhas brasileiras: respostas funcionais de plantas nativas de campos rupestres e campos de altitude a secas extremas, AP.R
Assunto(s):Fenologia   Troca gasosa   Isótopos estáveis   Mudança climática

Resumo

Eventos climáticos extremos devem aumentar em frequência e magnitude nas próximas décadas,mas seus impactos ecológicos ainda são pouco conhecidos. Neste cenário, é necessáriocompreender as respostas ecológicas e o grau de vulnerabilidade de comunidades montanastropicais aos efeitos de mudanças climáticas, como o aumento na freqüência de eventos de seca.Este estudo tem como objetivo avaliar experimentalmente os limites de tolerância e a capacidadede ajuste morfofisiológico de plantas de dois importantes centros de biodiversidade ("hotspots")brasileiros a uma seca extrema. Pretendemos excluir a água da chuva de 24 parcelas de 16m2usando estruturas de exclusão que interceptam a chuva e transportam esta água para fora dasparcelas, em áreas de campos rupestres e campos de altitude. Para avaliar as respostas davegetação, utilizaremos uma combinação de métodos tradicionais (medidas de trocas gasosas,monitoramento de eventos fenológicos, crescimento e taxas de mortalidade das plantas), commétodos inovadores, como o uso de isótopos estáveis e medidas de fluxo de seiva. Acaracterização da composição isotópica do carbono (´13C) e oxigênio (´18O) da celulose dasfolhas será usada como um método integrador de respostas ecofisiológicas, capaz de descrevermudanças na capacidade fotossintética e na condutância estomática das espécies submetidas aoregime de exclusão de água. O monitoramento do fluxo de seiva de espécies lenhosas será usadopara integrar as respostas dos vários componentes que determinam o uso de água das espécieslenhosas (profundidade radicular, fenologia foliar, condutância estomática). Um melhorentendimento da diversidade de estratégias e respostas ecológicas apresentadas por espécies decampos rupestres e campos de altitude será essencial para subsidiar simulações mais realistassobre o efeito de mudanças climáticas no funcionamento de ecossistemas terrestres vulneráveis.

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
Estratégias subterrâneas