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Estudos funcionais de elementos SECIS em Trypanossomatideos

Processo: 11/20863-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Pesquisador responsável:Otavio Henrique Thiemann
Beneficiário:Júlia Assirati
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14138-2 - Center for Structural Molecular Biotechnology, AP.CEPID
Assunto(s):Leishmania   Interferência de RNA   Trypanosoma   Selenocisteína

Resumo

O código genético tradicional consistindo de 20 aminoácidos passou a incluir selenocisteína e pirrolisina, resultando na sua expansão para um total de 22 aminoácidos. O 21º aminoácido selenocisteína (Sec - U), descoberto como aminoácido incorporado em selenoproteínas em 1989, representa a principal forma biológica de selênio e possui uma via de síntese específica em eucariotos/arqueobactérias e diferente em bactérias. A sua incorporação é dependente da presença de um códon de terminação UGA em fase e uma estrutura terciária do RNA mensageiro conhecida como elemento SECIS (Sec Incorporation Sequence). Nosso grupo identificou a existência da via e seu papel na fisiologia em Kinetoplastida. Nestes protozoários foram identificadas três selenoproteínas, SelK, SelT e SelTryp, sendo que a ultima não apresenta homologia com selenoproteínas de mamíferos. Sec é incorporado como o penúltimo e antepenúltimo aminoácido em SelK e SelTryp respectivamente e na posição 108 de 259 aminoácidos em SelT. Comparado com a dispersão da localização de inserção de Sec e as diversas variantes de SECIS em outros organismos é a motivação deste projeto. Neste projeto estudaremos a inserção de Sec in-vivo empregando o gene repórter GFP (Green Fluorecent Protein) contendo mutações Cys-Sec e empregando elementos SECIS de T. brucei. Estas construções deverão permitir verificar a influência entre a posição do UGA-Sec códon e o elemento SECIS e testar variantes de SECIS de T. brucei identificando os determinantes estruturais mínimos de SECIS para a inserção de Sec. Esperamos que os dados aqui gerados vão contribuir com a caracterização do processo de inserção de Sec e no desenvolvimento de uma ferramenta para futuras analises e validações dos elementos SECIS e selenoproteínas in-vivo.