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Empresários, interesses e representação: rupturas e continuidades da atuação da classe empresarial a partir da constituinte de 1987-88

Processo: 11/21793-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2012
Vigência (Término): 30 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Estado e Governo
Pesquisador responsável:Eduardo Garuti Noronha
Beneficiário:Mariele Troiano
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/04369-1 - Empresários, interesses e representação: rupturas e continuidades na atuação dos empresários a partir do processo constituinte de 1987-88, BE.EP.DR
Assunto(s):Instituições políticas   Empresários   Constituintes

Resumo

Este projeto de doutorado tem como objetivo analisar o espaço de representação dos interesses empresariais apresentado após o processo constituinte de 1987-88 nas esferas do governo, especificamente no Executivo e Legislativo. Para isso, parte-se do pressuposto de que o processo constituinte foi um momento de inflexão no ambiente de representação da classe empresarial nas políticas do país. Conforme as conclusões da pesquisa de mestrado, o período da Constituinte foi marcado pelo questionamento da validade do sistema corporativista, pela proliferação de associações representativas e representação não efetiva da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na inserção dos interesses da classe. É consenso na bibliografia analisada, os contínuos retraimentos e expansões das atuações empresariais nas arenas do governo. Contudo, a bibliografia não avança no mapeamento dos atores responsáveis por essa representação, em seus diversos níveis de atuação, que previamente categorizei-os como: 1) representação formal, estatal e "intragovernamental", que pode ser direta e indireta relacionada à manutenção de representação de federações e confederações nas esferas do governo; 2) representação formal, privada e "intergovernamental", referente às inúmeras organizações representativas e setoriais; 3) representação informal e "intragovernamental" que pode ser relacionada aos empresários que ocupam os cargos ministeriais. O novo espaço de representação pode ser caracterizado, preliminarmente, como híbrido e "transgovernamental". Serão utilizadas diversas fontes metodológicas, tais como: ampla bibliografia, bancos de dados, documentos oficiais de associações, jornais e entrevistas. (AU)