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Avaliação da participação do estresse oxidativo/nitrosativo induzidos pelo estresse de restrição na modulação da resposta emocional condicionada

Processo: 11/20762-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Leonardo Resstel Barbosa Moraes
Beneficiário:Alessandra das Graças Fedoce
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/02135-3 - Regulação recíproca da atividade neuronal por S-nitrosilação e s-palmitoilação, BE.EP.DR
Assunto(s):Estresse por restrição   Estresse oxidativo   Antioxidantes   Ansiedade

Resumo

O estresse é um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos afetivos como ansiedade e depressão. A resposta do organismo ao estresse leva a alterações neuroquímicas e comportamentais que podem estar associadas à produção excessiva tanto de espécies reativas de oxigênio (EROs), responsáveis estresse oxidativo, quanto de nitrogênio (ERNs), responsáveis pelo estresse nitrosativo. Diversos modelos animais de estresse podem induzir o aumento de EROs/ERNs ou promover alterações nas atividades de enzimas antioxidantes. Um deles é o modelo do estresse por restrição, um modelo de estresse agudo inescapável capaz de provocar alterações comportamentais, autonômicas, hormonais e danos neuronais em estruturas encefálicas como o córtex pré-frontal (CPF) e o hipocampo (HIP). Estas estruturas fazem parte do sistema límbico e estão envolvidas na modulação de respostas autonômicas e comportamentais durante situações de estresse. Vários estudos têm demonstrado que alterações bioquímicas e comportamentais induzidas pelo estresse por restrição podem estar associadas ao estresse oxidativo/nitrosativo. Assim, o encéfalo parece ser bastante suscetível às EROs/ERNs, visto que possui alto metabolismo oxidativo e baixas defesas antioxidantes. Além disso, o encéfalo possui grandes quantidades de ácidos graxos insaturados em suas membranas, que as tornam altamente suscetíveis à peroxidação lipídica causada por estas espécies reativas. Assim, neste projeto pretendemos investigar se o estresse por restrição pode influenciar o estado redox no CPF e HIP e propomos estudar os efeitos deste estresse nas respostas comportamentais e autonômicas (resposta emocional condicionada-REC) avaliadas posteriormente no modelo experimental de ansiedade e medo aprendido, o medo condicionado ao contexto (MCC). Os parâmetros oxidativos/nitrosativos serão avaliados após o estresse por restrição ou após o término da avaliação da REC por alterações nas atividades das enzimas superóxido dismutase e glutationa peroxidase, pela dosagem de nitritos e nitratos, por verificação de carbonilação proteica e peroxidação lipídica. O melhor entendimento destes mecanismos poderá possibilitar intervenções farmacológicas mais eficazes para os transtornos de estresse que as usadas atualmente.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERREIRA-JUNIOR, NILSON C.; FEDOCE, ALESSANDRA G.; ALVES, FERNANDO H. F.; RESSTEL, LEONARDO B. M. Medial prefrontal cortex N-methyl-D-aspartate receptor/nitric oxide/cyclic guanosine monophosphate pathway modulates both tachycardic and bradycardic baroreflex responses. Journal of Neuroscience Research, v. 91, n. 10, p. 1338-1348, OCT 2013. Citações Web of Science: 9.
BORELLI, KARINA G.; ALBRECHET-SOUZA, LUCAS; FEDOCE, ALESSANDRA G.; FABRI, DENISE S.; RESSTEL, LEONARDO B.; BRANDAO, MARCUS L. Conditioned fear is modulated by CRF mechanisms in the periaqueductal gray columns. Hormones and Behavior, v. 63, n. 5, p. 791-799, MAY 2013. Citações Web of Science: 8.

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