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O papel da prolilcarboxipeptidase na regulação central da pressão arterial

Processo: 12/00151-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:João Bosco Pesquero
Beneficiário:Ines Claudia Schadock
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema nervoso central   Hipertensão   Sistema renina-angiotensina

Resumo

Prolilcarboxipeptidase (PRCP) é uma enzima que cliva especificamente o último aminoácido carboxi-terminal de substratos contendo uma prolina na penúltima posição. Seus substratos peptídeo conhecidos, des-Arg9-bradicinina, angiotensina II (AngII) e hormônio estimulante a-melanocortina (MSH-a) são ligados ao sistema cardiovascular. Trabalhando com o camundongo nocaute para PRCP (PRCP-/-) durante minha tese de doutorado, descobri que estes animais sofrem de hipertensão acompanhada pela hipertrofia do ventrículo esquerdo do coração, ao mesmo tempo em que os níveis de circulantes de AngII e MSH-a mantiveram-se inalterados. Em camundongos controle, um alto nível de expressão do gene prcp foi encontrado no cérebro através de PCR quantitativo em tempo real. Vimos também, usando os animais transgênicos, a atividade do promotor do mesmo gene pronunciado em núcleos relacionados ao controle do sistema cardiovascular, como o núcleo paraventricular, núcleo supra-óptico, núcleo do trato solitário, entre outros. Esses achados levaram à hipótese de que PRCP podem estar envolvidos na regulação central da pressão arterial. Meu projeto de pós-doutorado foi concebido para provar esta hipótese. Para isso, análises de spectrômetro de massa, de homogeneizados de hipotálamo e de tronco cerebral, serão realizadas para identificar substratos peptídicos da PRCP. Imunohistoquímica está planejada para destacar as populações de células capazes de produzir PRCP no sistema nervoso central. Um melhor conhecimento sobre o espectro de substratos e a localização exata da enzima ajudará a compreender os caminhos moleculares envolvidos. Estas vias vão ser examinadas pela aplicação de métodos de biologia molecular padrão, e eventualmente, verificaremos o efeito in vivo de peptídeos candidatos, por microinjeções em cérebros de camundongos nocaute e controles. Medições de pressão arterial por telemetria, paralelas às injeções de drogas e peptídeos, serão feitas a fim de se estudar da PRCP na fisiologia. Em uma segunda abordagem, a monitorização da pressão arterial será acompanhada pela estimulação farmacológica do barorreflexo para avaliar o impacto da PRCP sobre as adaptações agudas da pressão arterial. Este estudo deve responder se PRCP é um alvo possível no desenvolvimento de novas drogas anti-hipertensivas. (AU)