| Processo: | 12/02827-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Bruno Gualano |
| Beneficiário: | Wagner Silva Dantas |
| Instituição Sede: | Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Androgênios Síndrome do ovário policístico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Andrógenos | biópsia muscular e sinalização insulínica | Efeitos terapêuticos do exercício físico | resistência a insulina e exercício | Síndrome dos ovários policísticos | Fisiologia Clínica do Exercício Físico |
Resumo Em 1935, Stein e Leventhal, relataram um quadro com sinais e sintomas correlacionados à anovulação. Neste contexto, foram incluídas mulheres que apresentavam histórico de infertilidade, distúrbio menstrual, hirsutismo e obesidade, juntamente com a demonstração de ovários aumentados de volume com cistos e hipertrofia do estroma. Posteriormente denominada de síndrome dos ovários policísticos (SOP), hoje é considerada como um distúrbio hormonal complexo, de base funcional, caracterizada pela anovulação crônica hiperandrogênica, com repercussões na esfera reprodutiva, estética, metabólica e oncológica, afetando de 5 a 10% das mulheres na idade reprodutiva. As características fundamentais da síndrome são constituídas por:i.Disfunção menstrual (oligomenorréia e, menos frequentemente, amenorréia ou até mesmo ciclos regulares, porém, anovulatórios). ii.Hiperandrogenemia (aumento da concentração de testosterona total, livre e, com menos constância, de sulfato de dehidroepiandrosterona [DHEAS] e androstenediona).iii.Hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, e alopecia androgênica).iv.Morfologia policística do ovário identificada através da ultrassonografia (presença de 12 ou mais folículos medindo entre 2 mm e 9 mm de diâmetro ou aumento do volume ovariano e 10 cm3).Hiperinsulinemia e a resistência a insulina (RI) também são descritas em pacientes portadoras da SOP, independentemente do índice de massa corporal (IMC), embora tais condições sejam indubitavelmente mais prevalentes na presença de obesidade. Estudo descritivo do Ambulatório de Síndromes Hiperandrogênicas, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), indicou que 36% das pacientes com SOP são obesas. A RI pode ser o elo entre a SOP e a obesidade, já que ambos os quadros são igualmente caracterizados pela diminuição da sensibilidade à insulina, tanto no tecido hepático quanto muscular. Segundo dados do Ambulatório de Síndromes Hiperandrogênicas do HCFMUSP, a RI está presente em 60% das pacientes com SOP e, muito provavelmente, está fortemente envolvida na etiologia dos distúrbios metabólicos frequentemente encontrados nessa população.Sabe-se que em condições de RI, altos níveis de insulina estimulam a produção de androgênios ovarianos. O excesso de andrógeno, sabidamente, é um fator que contribui para a RI de pacientes com SOP, gerando, assim, um círculo vicioso em que a hiperinsulinemia promove aumento da produção de andrógeno que, por sua vez, contribui para a RI.Um recente estudo demonstrou que um programa de treinamento físico de alta intensidade resultou em aumento da sensibilidade à insulina, em pacientes obesas com SOP e em voluntárias obesas sem a SOP. Contudo, o exercício físico não foi capaz de reverter completamente à RI nas pacientes com SOP, sugerindo uma resposta sub-ótima ao estímulo do treinamento físico nessa população. De fato, novas investigações podem elucidar os mecanismos pelos quais o exercício físico estimula (ou deixa de estimular) a captação de glicose na SOP. Sendo assim, a compreensão dos mecanismos moleculares associados à RI em pacientes com SOP pode ser considerada como de vital importância para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas(drogas ou exercício) dedicadas ao tratamento da síndrome. Nesse contexto, o exercício físico agudo emerge como excelente modelo de investigação, tendo em vista que as adaptações crônicas ao treinamento físico regular parecem ser o resultado da somatória de estímulos agudos e repetidos de diversas sessões individuais de treinamento. | |
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