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Mecanismo de ação analgésica da mangiferina

Processo: 12/04188-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Carlos Amilcar Parada
Beneficiário:Lilian Wünsch Rocha
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Hiperalgesia

Resumo

Mangiferina é um componente majoritário de M. Indica (manga) que tem mostrado efeito antioxidante e neuroprotetor em modelo de dano neuronal e glial. Estudos sugerem que mangiferina é capaz de limitar a formação de radicais livres a e produção de prostaglandinas (PGs) pela redução da síntese de COX-2 em células da micróglia. Também, a mangiferina inibe a atividade quimiotáxica de neutrófilos mediada por molécula de adesão intracelular 1 (ICAM-1), sugerindo que seu possível efeito anti-inflamatório seja mais amplo que uma possível redução da síntese de prostaglandinas. A sensibilização dos nociceptores pelas prostaglandinas é um fator preponderante para a instalação da hiperalgesia inflamatória, as quais agem diretamente nos nociceptores. Inúmeros estímulos são capazes de induzir a liberação de PGs, dentre eles a interleucina 1-² (IL-1 ²) que é liberada no sitio da inflamação, ou atuando como uma molécula neuromodulatória no Sistema Nervoso Central. O modelo de hiperalgesia inflamatória induzida por carragenina tornou-se popular por induzir a síntese e liberação endógena de prostaglandinas aproximando assim de um modelo de hiperalgesia inflamatória sensível à ação dos antiinflamatórios não esteroidais, tal como as que ocorrem normalmente em humanos. Neste processo, a carragenina induz também a migração de neutrófilos estimulada pela liberação de TNFa e, sobretudo, pela quimiocina IL-8. Do ponto de vista farmacológico, a modulação da hiperalgesia inflamatória no tecido periférico pode ocorrer, pelo menos por dois mecanismos: Inibição da síntese de prostaglandinas e estimulação da via L-Arginina - NO - GMPc - PKG - KATP na fibra nociceptiva. Embora alguns dados da literatura sugiram que a mangiferina tenha um efeito inibitório da síntese de prostaglandinas e da migração neutrofílica, a escassez de dados não permitem ainda afirmar que esta molécula tenha um efeito anti-hiperalgésico, nem tão pouco quais mecanismos de ação estariam envolvidos. Desta forma, o objetivo deste estudo é verificar se a mangiferina apresenta ação analgésica no tecido periférico e elucidar os mecanismos de ação envolvidos neste efeito.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ROCHA, LILIAN WUNSCH; MAGAYEWSKI BONET, IVAN JOSE; TAMBELI, CLAUDIA HERRERA; DE-FARIA, FELIPE MEIRA; PARADA, CARLOS AMILCAR. Local administration of mangiferin prevents experimental inflammatory mechanical hyperalgesia through CINC-1/epinephrine/PKA pathway and TNF-alpha inhibition. European Journal of Pharmacology, v. 830, p. 87-94, JUL 5 2018. Citações Web of Science: 5.

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