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Ecologia e conservação de Petréis-gigantes (Macronectes giganteus) das ilhas Rei George e Elefante, Shetland do sul, Antártica: poluentes orgânicos e inorgânicos e isótopos estáveis de carbono e nitrogênio como indicadores ambientais

Processo: 12/04383-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química
Pesquisador responsável:Rosalinda Carmela Montone
Beneficiário:Fernanda Imperatrice Colabuono
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/24218-2 - Poluentes orgânicos persistentes em amostras de sangue de Petréis-gigantes-do-Sul (Macronectes giganteus) das ilhas rei George e Elefante, Shetland do sul, Antártica, BE.EP.PD
Assunto(s):Poluentes orgânicos   Metais   Isótopos estáveis   Procellariiformes   Antártica

Resumo

Macronectes giganteus é um importante predador de topo no Atlântico Sul e Oceano Austral. As maiores populações de M. giganteus encontram-se nas Ilhas Falkland, South Georgia e Shetland do Sul, sendo que nesta última localidade apenas poucos estudos ecológicos relacionados a esta espécie foram realizados até o momento. Ambientes remotos, como o Oceano Austral, estão sujeitos à introdução de diversas classes de poluentes devido ao transporte global destes compostos, principalmente via atmosfera e através da circulação oceânica. Alguns poluentes são incorporados à rede trófica e devido aos processos de bioacumulação e biomagnificação atingem predadores de topo, como as aves marinhas. Características como acentuado dimorfismo sexual, segregação de hábitos alimentares entre machos e fêmeas, baixa taxa reprodutiva, maturidade tardia e alta longevidade, fazem com que M. giganteus seja uma espécie ideal para estudos ecológicos, de segregação sexual trófica e de contaminação ambiental, desempenhando o papel de bioindicadores de exposição a poluentes e destacando potenciais ameaças ao ambiente e a outros animais. O conhecimento da ecologia e de possíveis ameaças a populações de aves marinhas é fundamental para a tomada de decisões e para direcionar os esforços de conservação da espécie. Dados ecológicos, associados aos níveis de contaminação por poluentes orgânicos e inorgânicos, permitem um melhor entendimento da influência da dieta e de outros aspectos relacionados à exposição a estes compostos. O presente projeto visa contribuir para o estudo da ecologia de M. giganteus através da avaliação de isótopos estáveis e poluentes orgânicos e inorgânicos em sangue e penas desta espécie, bem como fornecer apoio científico para a conservação de suas populações e de seus locais de reprodução e migração, devido ao grande potencial das aves como bioindicadores de poluição e/ou alterações ambientais. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Agrotóxicos ameaçam colônias de aves da Antártica  
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