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Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação neonatal por redução da ninhada

Processo: 12/04211-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Lucila Leico Kagohara Elias
Beneficiário:Paula Beatriz Marangon
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Leptina   Neuroendocrinologia   Obesidade

Resumo

A programação pode ser definida como a exposição a um estímulo durante um período crítico do desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda é plástico e sensível às alterações do meio, que resultará em efeitos na vida adulta. Um dos modelos de programação neonatal utilizado é a manipulação do tamanho da ninhada nos primeiros dias de vida, que resulta no maior ganho de peso dos animais de ninhadas pequenas, fenótipo que persiste até a vida adulta, sendo acompanhado de um quadro de resistência à leptina. A leptina é sintetizada, predominantemente, pelos adipócitos e age no hipotálamo inibindo neurônios orexígenos e ativando neurônios anorexígenos. Demonstrou-se que alterações nas concentrações plasmáticas de leptina durante o desenvolvimento podem alterar a maturação de circuitos hipotalâmicos e induzir alterações permanentes no apetite e na ativação do sistema nervoso simpático. A ghrelina é liberada a partir de células endócrinas especializadas presentes na mucosa estomacal e age ativando neurônio NPY/AgRP. Dessa forma, utilizando o modelo de redução do tamanho da ninhada no período neonatal, este trabalho visa investigar a sensibilidade central à leptina e ghrelina, esclarecer os mecanismos moleculares da resistência hipotalâmica à leptina, bem como verificar a atuação do SNS no BAT.