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Prazeres visuais: a significação do corpo nos filmes eróticos hard-core

Processo: 11/52105-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Beneficiário:Odair José Moreira da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Erotismo   Corpo   Cinema

Resumo

Três são as metas fundamentais visadas por esta pesquisa. A primeira consistirá em um aprofundamento aos estudos semióticos atuais que colocam o corpo em evidência, e pretende mostrar como o corpo significa e estabelece sentido mediante sua presença em narrativas cinematográficas. A segunda colocará a sétima arte em destaque pelo viés da semiótica francesa, partindo do princípio de que a semiótica visual, ainda atrelada aos estudos das imagens fixas, pouco espaço vem dedicando à exploração da imagem em movimento, como ê o caso do cinema. A terceira envolverá, como objeto do corpus desta pesquisa, um gênero de filmes produtor de polêmicas, que tende a oferecer descobertas importantes na fundamentação do sentido, enquanto discurso: o cinema (e vídeo) erótico hard-core. Importa notar que a nossa visão de cinema erótico, enquanto gênero, é determinada por meio de uma ruptura que cria dois subgêneros a partir dessa matriz: o cinema erótico soft-core (motivado pela sugestão erótica), que representa atos sexuais implícitos, visualmente simulados, mas não detalhados - estabelecendo-o como um cinema erótico da falta -; e o cinema erótico hard-core (cristalizado pelo advento da pornografia), em que os atos sexuais, em oposição ao soft-core, são explícitos, detalhados e direcionados -instituindo-o como um cinema erótico do excesso. Portanto, o corpo, enquanto instituidor de efeitos de sentido nos filmes hard-core, passará a ser observado por intermédio da corporeidade em quatro dimensões semióticas que constituem o processo da significação: a narrativa, a passional, a figurativa e a enunciativa. Com isso, o que se propõe aqui é lançar os fundamentos para uma semiótica da sexualidade e da representação sexual no cinema erótico do excesso, os famosos filmes pornôs. (AU)

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