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Anafilaxia induzida pelos extratos das frutas tropicais abacaxi (Ananas comosus) e mamão (Carica papaya) em modelo murino

Processo: 12/03186-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Fabio Fernandes Morato Castro
Beneficiário:Fernanda Miriane Bruni Soliani
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anafilaxia   Hipersensibilidade alimentar   Alergia e imunologia   Peptídeo hidrolases

Resumo

Alergias representam um grave problema de saúde publica social e econômica. Os índices de casos de alergias têm aumentando exponencialmente nas últimas décadas (Sampson et al., 2004). Inflamações alérgicas são classificadas em fases temporais: a) fase aguda (anafilaxia): desencadeada em segundos ou minutos após a re-exposição alergênica responsável pelo quadro sintomático resultado da ação de mediadores químicos; b) fase tardia: caracterizada pelo acúmulo e ativação de células inflamatórias acompanhado pela produção persistente de mediadores por células residentes; (c) inflamação alérgica crônica: prolongadas e persistentes exposições ao alérgeno provocam além do acumulo de células inflamatórias alterações na matriz extracelular do tecido afetado. Alergias alimentares pelo mecanismo de hipersensibilidade do tipo 1 são mediadas por anticorpos IgE, mastócitos teciduais e basófilos sanguíneos com a presença de histamina. Vale ressaltar que em camundongos o alérgeno pode desencadear uma resposta distinta onde anticorpos "anafiláticos" são pertencem à classe IgG que ligam-se a receptores Fcg em macrófagos, mastócitos e basófilos, e o mediador químico principal produzido é o Fator de Ativação Plaquetária (PAF). Modelos animais de alergia alimentar são de grande importância e têm sido utilizados para identificar tanto os mecanismos envolvidos na sensibilização ao alérgeno quanto os envolvidos no desencadeamento das alergias. Os diversos modelos desenvolvidos até o momento diferem entre si quanto à natureza do alérgeno, ao protocolo de sensibilização, ao uso ou não de adjuvantes e nos parâmetros aplicados à avaliação da resposta. O uso de adjuvantes como a toxina Colérica se torna necessário para o desenvolvimento de alergia alimentar, pois impede a tolerância ao alérgeno alimentar, embora alguns modelos livres de adjuvante estejam sendo propostos. Os alérgenos por definição são substâncias de variadas naturezas capazes de elucidar uma resposta Th2, culminando com a produção de IgE específica. Um grupo merece destaque por sua relação direta no desenvolvimento de alergia, são as proteases que podem ser o alérgeno principal/indutor como também agir como adjuvante da resposta, facilitando o desenvolvimento de reação para outras proteínas presentes no material. As serino e cisteíno proteases estão relacionadas com o desenvolvimento de alergia em humanos. Alérgenos de artrópodes, mamíferos, fungos e plantas pertencem a essas classes. Por razões ainda não esclarecidas alimentos inócuos têm causado alergias em humanos. O ambulatório de alergia alimentar do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do HC de São Paulo tem recebido cada vez mais pacientes com histórico de alergia à diversas frutas sendo as predominantes o abacaxi, a manga, o mamão e a jaca. O abacaxi (Ananas comosus) e o mamão (Carica papaya) possuem proteases já caracterizadas na literatura e comercializadas, existindo inclusive relatos de que ambas podem causar alergia ocupacional. No entanto, até o momento, nenhum trabalho avaliou o papel dessas proteases como indutoras ou adjuvantes no desenvolvimento de alergias. Para tentar elucidar esse fato, propomos em nosso estudo o desenvolvimento de um modelo de alergia alimentar em camundongos, que mimetize as alterações observadas em humanos.

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