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Dois aspectos relevantes da biologia de rinovírus humanos: efeito inibitório da protease 2ª sobre a indução de interferon e busca por um hospedeiro natural não-humano

Processo: 12/03700-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Eurico de Arruda Neto
Beneficiário:Talita Bianca Gagliardi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/17601-4 - Estudo do efeito inibitório da protease 2A de diferentes rinovírus humano sobre a indução de interferon, BE.EP.PD
Assunto(s):Recombinação genética   Virologia

Resumo

Rinovirus humanos (HRV) são os mais frequentes agentes etiológicos de infecções respiratórias humanas. Existem cerca de 150 tipos de HRV que co-circulam e co-infectam a mesma pessoa, como já demonstrado em diversos estudos clínicos. A co-infecção é um fator primário para que ocorra recombinação genética e formação de cepas novas quiméricas. A detecção de genomas recombinantes de HRV já foi feita por análise bioinformática. Estudo prévio nosso documentou a formação de genomas recombinantes in vitro, com frequência elevada e variável quanto à espécie e ao grupo (major/minor) de HRV. O mecanismo de recombinação que explicaria essas diferenças requerem investigação. Para isso, experimentos de co-infecção in vitro serão feitos em células HeLa, com intervalos variáveis entre a adição de cada tipo de vírus. A primeira resposta à infecção viral é via intérferon (IFN), cujos produtos de sua ativação inibem a replicação viral em várias etapas. Entretanto, foi observado para poliovírus (PV) que a protease viral 2A tem ação inibitória nessa via, favorecendo assim a replicação de PV. Uma colaboração com o Prof. Dr. Vincent Racaniello, que participou desse estudo de PV e IFN, nos permitirá investigar esse mecanismo para HRV durante um estágio em seu laboratório na Columbia University (EUA). Outro aspecto importante ainda não averiguado de modo sistemático é a possibilidade da existência de reservatório não-humano de HRV, tal como existe para influenza. Por termos acesso a amostras de animais selvagens de diversas espécies, e aves de vida livre e de cativeiro no zoológico de São Paulo, temos a chance de testar para picornavírus por PCR, e assim fazer uma busca sistemática por possíveis reservatórios naturais de HRV.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SABINO-SANTOS, JR., GILBERTO; MOTTA MAIA, FELIPE GONCALVES; MARTINS, RONALDO BRAGANCA; GAGLIARDI, TALITA BIANCA; DE SOUZA, WILLIAM MARCIEL; MUYLAERT, RENATA LARA; DE SOUZA LUNA, LUCIANO KLEBER; MELO, DANILO MACHADO; CARDOSO, RICARDO DE SOUZA; BARBOSA, NATALIA DA SILVA; PONTELLI, MARJORIE CORNEJO; MAMANI-ZAPANA, PRISCILA ROSSE; VIEIRA, THALLYTA MARIA; MELO, NORMA MARIA; JONSSON, COLLEEN B.; GOODIN, DOUGLAS; SALAZAR-BRAVO, JORGE; PINTO DASILVA, LUIS LAMBERTI; ARRUDA, EURICO; MORAES FIGUEIREDO, LUIZ TADEU. Natural infection of Neotropical bats with hantavirus in Brazil. SCIENTIFIC REPORTS, v. 8, JUN 13 2018. Citações Web of Science: 1.

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