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Estudo do metabolismo do arsênio in vitro por fungos da rizosfera do arroz (Oryza sativa l.) e aplicações para o estudo do comportamento da planta durante o cultivo

Processo: 12/03746-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Fernando Barbosa Júnior
Beneficiário:Bruno Lemos Batista
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Arsênio   Especiação química   Toxicologia   Alimentos

Resumo

O arsênio (As) é considerado o xenobiótico mais tóxico segundo a Agência para Registro de Substâncias Tóxicas e Doenças (ATSDR) nos Estados Unidos. Dentre as espécies químicas presentes na natureza, as inorgâncias (As3+ e As5+) são as mais tóxicas ao homem e as formas metiladas são menos tóxicas (monometil arsênio, dimetil arsênio e arsenobetaína). O As, quando presente no solo, é absorvido pelas raízes do arroz, chegando até os grãos. Este cereal é um importante alimento dos brasileiros e de quase metade da população mundial sendo, portanto, uma relevante via de exposição ao As. Esta planta possui um mecanismo especial que favorece absorção de As pelas suas raízes, principalmente As3+ quando cultivado em solo do tipo irrigado. Sabe-se que o arroz consumido no Brasil possui concentração média de As >222 ng g-1 e, dependendo do local de cultivo, concentrações >300 ng g-1, valor máximo no grão segundo consulta pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os principais estados produtores, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, fazem cultivo do tipo irrigado. Estudos com fungos vêm sendo desenvolvidos no intuito de reduzir essa absorção do As pela planta do arroz explorando a capacidade desses microrganismos de bio-sorver, metabolizar e/ou bio-acumular As. Este projeto visa isolar fungos de solos utilizados no cultivo intensivo e prolongado de arroz (Oryza sativa L.), testar sua(s) capacidade(s) de resistência e atividade de absorção e/ou metabolismo in vitro e, finalmente aplicar no cultivo da planta. Através de uma metodologia de plantio experimental em vasos que simulem a irrigação no campo, espera-se desenvolver uma metodologia de cultivo de arroz diferenciada, com o uso de fungos naturalmente presente nestes solos, para redução da absorção do As pelo arroz, contribuindo assim com a redução da exposição da população ao As através do consumo do grão.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BORGES, ENDLER MARCEL; LAFAYETTE NEVES GELINSKI, JANE MARY; DE OLIVEIRA SOUZA, VANESSA CRISTINA; BARBOSA, JR., FERNANDO; BATISTA, BRUNO LEMOS. Monitoring the authenticity of organic rice via chemometric analysis of elemental data. Food Research International, v. 77, n. 3, p. 299-309, NOV 2015. Citações Web of Science: 14.

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