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Exemplaridade e falencia na ficcao historica de alexandre herculano

Processo: 09/54595-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Paulo Fernando da Motta de Oliveira
Beneficiário:Carla Carvalho Alves
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Falência   Decadência

Resumo

Alexandre Herculano vem sendo, juntamente com Almeida Garrett, reverenciado como grande expoente do Romantismo português. A apreciação crítica de sua obra literária, entretanto, apresenta-se, ainda hoje, inconsistente e lacunar. Dois fatores, principalmente, concorreram para tal situação: a grande expressão pública do autor e a concentração da crítica e do público leitor em torno de Eurico, o presbítero. A apreciação literária referente ao restante da obra, particularmente a ficcional, parece um tanto contaminada, ou mesmo limitada, por esses fatos, tendo como conseqüência a incompreensão e omissão de elementos literários incompatíveis com determinadas expectativas já cristalizadas. Pretendemos, então, analisar uma parte significativa da obra ficcional de Herculano, buscando revisar a linhagem crítica estabelecida e, ainda, retratar aspectos até agora negligenciados. Para isso, abordaremos criticamente uma questão comumente destacada em análises referentes à obra herculaniana: a exemplaridade do passado medieval para um presente em decadência, constituída pelo modelo heróico atribuído à conjunção entre o indivíduo e a nação. A nossa hipótese é que ocorre, de fato, uma correspondência entre o protagonista e o contexto histórico abordado, mas, contrariamente à exemplaridade heróica referida, tentaremos comprovar que tal parelha expressa, em diversas narrativas, o sentido de falência. Nesse caso, A ocorreria à condição de espelhamento entre presente e passado, ou seja, a decadência pressentida no presente da enunciação seria refletida nos âmbitos nacional e individual retratados na ficção. (AU)