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Presença do polimorfismo 313A>G da GSTP1 e resposta ao tratamento com a hidroxiuréia na anemia falciforme

Processo: 12/04768-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2012
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Claudia Regina Bonini Domingos
Beneficiário:Renan Garcia de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Hidroxiureia   Anemia falciforme   Estresse oxidativo   Hematologia

Resumo

A Anemia Falciforme (AF) é a doença hereditária monogênica mais comum no Brasil, ocorrendo predominantemente entre afrodescendentes e possui distribuição heterogênea. Ocorre devido à mutação pontual no sexto códon do gene beta (GAG’ GTG), que resulta na substituição do aminoácido ácido glutâmico por uma valina, na cadeia beta globina, originando a hemoglobina (Hb) S, com características físico-químicas alteradas. Em condições de hipóxia, desidratação ou acidose a Hb S se polimeriza e desencadeia o primeiro evento indispensável à patogênese molecular da AF. Essa polimerização, no interior da hemácia, tem como consequência múltiplas alterações da célula como o efluxo de íons monovalentes, desidratação celular, aumento da densidade dos eritrócitos, oxidação da Hb, desnaturação da Hb e a hemólise. Estudos recentes têm revelado que a fisiopatologia da AF é complexa e estão envolvidos processos recorrentes de vaso-oclusão, ativação de leucócitos, de células endoteliais, de plaquetas, indução de mediadores inflamatórios, diminuição da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO) e estresse oxidativo. O uso da hidroxiureia (HU) tem sido uma alternativa ao tratamento convencional da AF por induzir o aumento da síntese de Hb F, elevar a taxa de Hb, do Volume Corpuscular Médio (VCM), reduzir o número de reticulócitos, da expressão de moléculas de adesão, do número de granulócitos, monócitos e de plaquetas. Porém, nem todos os portadores respondem ao tratamento com a HU. Considerando que a HU é um quimioterápico utilizado no tratamento da AF, que não atinge respostas clínicas e laboratoriais satisfatórias para todos os pacientes, e que o polimorfismo 313A>G do gene GSTP1 está envolvido na resposta diferenciada ao tratamento com quimioterápicos em outras doenças, objetivamos avaliar a influência do polimorfismo 313A>G da GSTP1 em indivíduos com Anemia Falciforme em uso de HU, sem a interferência dos polimorfismos GSTM1 e GSTT1. Serão utilizados parâmetros bioquímicos, como a quantificação de MDA (malondialdeído), o perfil de atividade das GSTs, GPx e a determinação dos níveis de GSH/GSSG, comparando com o grupo controle.