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Reconhecimento de sentenças no silêncio e no ruído em portadores de Diabetes Mellitus Tipo II

Processo: 12/07496-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Adriana Ribeiro Tavares Anastasio
Beneficiário:Melina Putti
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Percepção da fala   Audiologia   Ruído

Resumo

O Diabetes mellitus (DM) é um distúrbio metabólico determinado geneticamente, diagnosticado quando o corpo é incapaz de controlar efetivamente o processamento de açúcar (glicose) na corrente sanguínea, devido à deficiência de ação absoluta ou relativa da insulina, levando a hiperglicemia. Tem como manifestações clínicas alterações metabólicas, complicações vasculares e neuropáticas. Há uma discordância de opiniões quanto às alterações patológicas provocadas pelo diabetes mellitus no sistema auditivo e quanto ao local inicial da lesão nesse sistema, se esta é coclear ou retrococlear. Estudos histopatológicos, realizados nesses pacientes, mostraram lesões microangiopáticas como espessamento grave de capilares na estria vascular e ligamento espiral, atrapalhando o transporte de nutrientes, hemorragia na endolinfa, perilinfa e modíolo, diminuição de células ciliadas do órgão de Corti, ou sinais de neuropatia primária no nervo acústico, tais como a atrofia do gânglio espiral, desmielinização e acometimento do oitavo nervo craniano. A perda auditiva em diabéticos, classicamente descrita, afeta principalmente as frequências altas, dificultando a percepção de fonemas quando em contato com fala acelerada ou ambiente ruidoso. A audiometria tonal liminar determina a presença ou ausência de perda auditiva, mas informa pouco e mal sobre a capacidade do indivíduo de se comunicar nas situações normais da vida diária. Testes de reconhecimento de fala constituídos por listas de sentenças têm sido desenvolvidos, tanto no silêncio como na presença de ruído competitivo, por serem considerados o melhor instrumento para avaliar a comunicação dos indivíduos com queixa de distúrbios da audição, pois estes são os estímulos verbais que melhor simulam a realidade de comunicação diária. Costa (1998) desenvolveu no Brasil, o teste Listas de Sentenças em Português (LSP), sendo esse, pioneiro no país e elaborado para compreender e solucionar problemas que envolvem a inteligibilidade da fala, em especial no ruído. Esse teste possibilita mensurar as habilidades de reconhecimento de fala de um ouvinte, como um reflexo de seu desempenho em situações auditivas realistas. O objetivo desse estudo é avaliar o reconhecimento de fala de indivíduos com Diabetes Mellitus tipo II em ambiente ruidoso.